domingo, 13 de outubro de 2013

OS CRIMES DE DIOGO ALVES - XVII, XVIII, XIX e XX




 
Chega ao fim esta publicação de "Os Crimes de Diogo Alves", exposta em 20 pranchas originais, trabalhadas propositadamente para as páginas do jornal. Ao todo, para "O Crime", executei qualquer coisa como 700 pranchas destas, repartidas por quase quatro dezenas de casos de crime, roubo, falsificação e outra delinquência.
No caso de Diogo Alves, foram 20, as pranchas. Estou a preparar esta série para um novo formato, também com duas tiras por página, mas mais reduzidas no sentido do comprimento, para um formato 22x21, sendo 22cm a altura. Com essa adaptação, sem amputar qualquer vinheta (pelo contrário, ampliando algumas) e uma história mais abrangente nos pormenores e em outros pormenores nesta omissos, esse álbum irá para as 96 páginas. E, é claro, a letragem ou legendagem vai ser mais trabalhada digitalmente, por forma a arejar as vinhetas e o desenho, sem retirar os vocábulos que a história exige.
Como terão reparado, algumas cenas mais violentas estão menos evidenciadas nas gravuras, como é disso exemplo as duas primeiras vinhetas da segunda tira da prancha hoje publicada em segundo lugar (a XVIII).
Outros pormenores sobre os trabalhos, podem ser vistos nas minhas respostas aos comentários de Jorge Magalhães, Geraldes Lino, Nuno Amado e Luis Sanches, leitores atentos à matéria e aos pormenores, todos eles dedicados - e de que maneira! - à Banda Desenhada.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

"A MULHER QUE SABIA TUDO"



Tal como já escrevi no meu outro blogue - trazendo para aqui o mesmo arrazoado que lá deixei - interrompi a contribuição neste espaço. Será breve, uns três dias, o que nem causa alvoroço, dada a inconstância periódica que caracteriza a minha colaboração.
Acontece que, por motivos que se prendem com a revisão das primeiras provas do meu livro (de que mostro apenas o "lettering" da contracapa, por razões editoriais que eu me imponho), não dediquei o tempo necessário à administração e actualização deste, pois tenho a determinação de publicar, na íntegra, em cerca de cinco "postagens", a saga facinorosa do Diogo Alves.
O meu livro citado acima está, como gosto de dizer, em plena "fornada", uma vez que já tive provas da capa, contracapa e badanas que, a seu tempo, também divulgarei.
Para já, quero antever (mas não profetizar, porque não possuo poderes sibilinos iguais ou parecidos aos do Bandarra) o interesse dos amigos e daqueles que apreciam os livros de cariz policial e policiário, de forma a considerarem a posse de um exemplar desta minha primeira experiência no "ramo", consubstanciada em cerca de duzentas páginas. Para uns - ou para todos - a consideração que os leve a ler e, eventualmente, a criticar e a enfatizar, o que de bom, de mau, de excedente ou de minguado, a obra tiver. Porque a amizade não se faz após um aperto de mão, a convivência de tempo passado ou após um "muito gosto em conhecê-lo" ; aquela faz-se, muitas vezes, na distância, possivelmente até no clicar do "enter" no teclado à nossa frente.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

OS CRIMES DE DIOGO ALVES - I,II,III,IV




 
Tinha feito uma promessa, em comentário, ao Amigo Jorge Magalhães, de que iria publicar o "Diogo Alves", criminoso do Aqueduto das Águas Livres, e começo a cumprir a promessa, aqui e agora.
Trata-se de expôr as quatro primeiras pranchas, que correspondem a duas páginas da série publicada no jornal "O Crime".
Para os menos prevenidos - se é que ainda os há -, aconselho a clicarem nas imagens, para conseguirem ver/ler as pranchas em ecrã pleno.

sábado, 14 de setembro de 2013

OS CRIMES DE DIOGO ALVES


Da minha colaboração no jornal "O Crime", principalmente em banda desenhada e ilustração, fiz vários episódios com figuras negras do crime nacional, entre burlões, regicidas, larápios e assassinos.
Diogo Alves foi um deles. Iniciado no número de 13 de Agosto de 1998, prolongou-se até 15 de Outubro do mesmo ano, com uma página semanal completa.
Porém, eu fazia os desenhos em prancha italiana, duas tiras na horizontal, pelo que a página exigia duas destas pranchas.
Em cima, por exemplo, está a parte superior da página 3, correspondente à prancha 5 e, em baixo, a parte superior da página 6, correspondente à prancha nº 11.


 
Trabalhava a mata-cavalos, pois a saída era semanal e apenas tinha adiantadas duas páginas (4 pranchas "italianas"); pelo meio, o director do jornal telefonava-me a pedir uma ilustração para determinado acontecimento criminal, a sair numa próxima edição, a fechar. Dava-me as indicações verbais e eu que me arranjasse, desde que fosse rápido (âs vezes tinha meia hora ou uma hora, no máximo), pois a notícia - que não tinha fotografia - precisava da ilustração.
Algumas dessas ilustrações foram parar à primeira página, o que queria dizer que as tinha de colorir.
Bons tempos!...
Só tenho a dizer bem do director, José Leite, bem como de toda a equipa, que sempre cumpriram o acordado, tal como eu.
Lembro-me de ouvir dizer a alguns amigos, que não liam O Crime -  dois deles, salvo erro, o Magalhães e o Lino - o compravam só para seguirem a BD.
Sobre Diogo Alves e os seus crimes, só tenho a dizer que foi um facínora dos grandes (que mereceu, para além da minha Bd, de um livro escrito por Leite Bastos e de dois filmes, um de Lino Ferreira, em 1909 e outro de João Tavares, em 1911), trouxe Lisboa sob o terror, entre os anos de 1836 e o de 1839, altura em que lhe puseram uma corda à volta da garganta. Era conhecido pela alcunha de "O Pancada" e praticou, à luz do dia e da candeia, os mais ousados assaltos e os mais hediondos crimes. O cenário preferido era o Aqueduto das Águas Livres, utilizando a altura do Arco Grande para empurrar as vítimas para o abismo.
Voltarei com outro destes trabalhos, se não me der para fazer como os políticos: não cumprir o que prometo.