domingo, 10 de novembro de 2019

O MAGRIÇO - PORMENORES DO TRATAMENTO GRÁFICO



A técnica do desenho em papel e em computador, no meu caso, corresponde a um primeiro trabalho a lápis, sobre o qual se acertam pormenores na arte final, a preto. E não acaba aí. Passado ao computador, há ainda aquilo a que eu chamo preenchimento, juntando pormenores, balonagem e texto, conforme os exemplos que em cima e em baixo reproduzo.
Repare-se que o desenho vai "despido" de conteúdo para o "scanner" e todos os pormenores e acabamentos se dão ao poder dos movimentos da mão no "rato" do computador, uma técnica que exige grande concentração e muito treino.
Nestes casos são uma vinheta e uma página de "O Magriço".




Será justo imaginar a existência prévia de um esquiço ou apontamento a tosco do que se pretende, antes de passar para estas fases do lápis, da tinta e do computador. Por isso, os mais atentos já terão reparado que nas duas últimas imagens há uma troca de vinhetas, uma vez que estas correspondem à ideia inicial.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

COMO SE EXCOMUNGA UM LIVRO?

Hoje levantei-me para escrever um post sobre uma situação verídica que ocorreu em 1960 no Norte do país. O caso meteu um padre e os livros que se iam requisitar à biblioteca itinerante da Calouste Gulbenkian.
Não vou repetir o que escrevi sobre a situação, mas é tão caricata que chamo a atenção para a dita, também aqui, se bem que a leitura, para quem não tema a "excomunhão", pode ser em
https://altas-cavalarias.blogspot.com/2019/11/os-livros-excomungados.html
Podia ter elaborado um desenho sobre o assunto - e talvez um dia o faça - mas limito-me a deixar, com algum saudosismo, uma foto das carrinhas da Gulbenkian, aquelas Citroen de cor cinza de boa memória par mim. De boa memória e de grande utilidade.



terça-feira, 29 de outubro de 2019

JOSÉ DA SILVA CARVALHO - UM LÍDER NO LIBERALISMO


Foi apresentado, no passado sábado, o livro de Banda Desenhada onde eu sou o autor dos desenhos e o Dr. António Neves como autor do argumento.
Agradecendo ao Município de Santa Comba Dão as imagens aqui reproduzidas, aqui fica uma pequena reportagem fotográfica do evento.




terça-feira, 22 de outubro de 2019

APRESENTAÇÃO DE ÁLBUM



É já no próximo Sábado, dia 26, na Casa da Cultura de Santa Comba Dão que será apresentado este meu trabalho de BD sobre aquele que eu considero como principal figura do Liberalismo.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

NOVO ÁLBUM SOBRE UMA FIGURA DO LIBERALISMO


Já se encontra na gráfica este meu trabalho em desenho e cor, o qual tem argumento de António Neves, sobre o Dr. José da Silva Carvalho (1782-1856), uma das mais importantes figuras do Liberalismo, membro do Sinédrio, o qual se encontra reproduzido numa das pinturas da Assembleia da República, executada por Columbano.


A obra vai ser apresentada na Casa da Cultura de Santa Comba Dão (concelho na naturalidade de Silva Carvalho), no dia 26 de Outubro, iniciativa organizada pelo Município, também editor do álbum.


Este trabalho levou-me uns meses, mas deu-me muito gosto executá-lo, envolvendo desenho e trabalho de computador, pormenorizado ao ponto de algumas vinhetas precisarem mais de 8 horas para as dar por concluídas.

Junto apenas 8 das 60 pranchas que fazem parte do álbum, sendo estas escolhidas aleatoriamente da montagem das páginas par e ímpar.


Voltando ao grande vulto, acrescentarei que foi ele o impulsionador e o primeiro presidente do Supremo Tribunal de Justiça (ocupando este cargo em três nomeações), para além de ter sido ministro de várias pastas, ter estado no exílio por três vezes, e ter-se empenhado na Revolução Liberal de 1820, sendo um lutador para que se fizesse a Constituição. Foi contemporâneo dos reis D. João VI, D. Miguel, D. Pedro IV, D. Maria II, a regência de D. Fernando II e D. Pedro V.


Uma das maiores personalidades do séc. XIX, a quem muito deve a liberdade. E é a figura que me levou graciosamente a este trabalho, onde reproduzi grande parte dos intervenientes nacionais e internacionais daquele período.


Voltarei ao assunto.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

AQUILINO NO MUNDO DE AVENTURAS


Saiu um breve trecho de "O Malhadinhas", desenhado por mim, no Mundo de Aventuras nº 464 (de 2 de Setembro de 1982, com a numeração em capicua). Tive a colaboração de dois grandes da BD portuguesa: o saudoso Jorge Magalhães, como editor e coordenador da revista; o Augusto Trigo, como autor da excelente capa, baseada numa das vinhetas.
O episódio muito curto, com o título "À Coa!", expressão que o António Malhadas recomendou ao frade para espantar os lobos, tem apenas 4 pranchas e 27 vinhetas, mas o conteúdo é formado por diálogos magistralmente escritos por um dos maiores escritores portugueses, Mestre Aquilino Ribeiro.
Fiz uma breve pesquisa no Google e encontrei um exemplar à venda no Brasil, num portal de vendas online, cujo exemplar era disponibilizado por um vendedor de Minas Gerais.

sábado, 17 de agosto de 2019

AQUILINO RIBEIRO - UM ESCRITOR QUE SE CONFESSA

Este é daqueles trabalhos que repousavam para todo o sempre nos meus arquivos inacabados. Comecei-o já há uns bons anos e pretendia, com ele, fazer em BD a história da vida e obra de Aquilino Ribeiro. Baseei-me em fotografias, em bibliografia, em toda a obra do autor (que possuo) e particularmente no seu livro "Um Escritor Confessa-se". Contactei alguns amigos, um dos quais até privou com Aquilino, obtive indicações, comecei a fazer cerca de duas dezenas de páginas... E parei!
O que hoje exibo são páginas inacabadas de uma obra inacabada.
Esta prancha, por exemplo, é um episódio que o autor narrou sobre uma proposta que lhe foi feita...
Esta é sobre a sua juventude, em Viseu (a Porta dos Cavaleiros, na primeira vinheta)...
Esta é sobre o ilustrador e as ilustrações do seu livro "O Romance da Raposa", onde não coloquei legendas ou diálogos, uma vez que a considero inacabada...
Mais uma inacabada, onde reproduzo o escritor, no seu jardim, com a Esposa...
Outra, inacabada, com o retrato do Autor num jardim de Paris, ainda novo.

Pensarão os leitores deste blog: este tipo traz isto aqui para ver se alguém lhe "pega" no trabalho. Se assim for, pensam erradamente, porque este trabalho não é para prosseguir. Uma das razões é esta...
Na altura, estava a concluir em BD "O Malhadinhas"  (observam uma das duas centenas de pranchas a seguir reproduzida) e propus à Bertrand a sua publicação (não recebendo eu um único cêntimo) ou, em alternativa, que me conseguissem a autorização para eu o publicar, a expensas minhas. Não obtive resposta aos e-mails que tenho arquivados.

Pensei então: se o mero trabalho sobre uma obra do autor, sem custos ou uma autorização não obteve resposta, que diria se propusesse a biografia desenhada de Aquilino?
É coisa que me incomoda uma falta de resposta. Dá ideia de desprezo ou  desconsideração. Um "Não" é resposta, tão convincente quanto um "Sim" e mais justo que um "Talvez", que nem é carne, nem é peixe, nem coisa alguma. Pode-se não responder a uma carta, deve-se dar resposta a uma proposta. No meu caso particular, tenho sido por vezes brindado com ausências de respostas, o que não me deixa satisfeito e me faz permanecer intrigado.
Desisti de tudo. Hoje, nem gratuito nem a pagar. Também não se perde grande coisa. O que tenho é meu, saiu agora para me justificar. Igualmente não terei ensejo de concretizar publicar eu, porque suponho que a obra só cairá no domínio público em 2034.