Já não me lembrava muito bem destas páginas, mas que a história é violenta, lá isso é... E as cenas "picantes" condizem com o resto!. Repito o que já disse aqui: em termos de realismo, num estilo nu e cru, mas com expressivos contrastes de preto e branco, esta história de crimes, sexo e sevícias agarra o leitor e merecia, sem dúvida, uma reedição. Abraços do Jorge Magalhães
Muita violência e pouco (?) sexo, como costumo dizer. Na verdade, segui à letra o que encontrei escrito sobre o "cavalheiro"; como o jornal onde publiquei estas pranchas tinha lá pelo fim umas "mamalhudas", que mostravam, às vezes, muito mais que isso, achei por bem descongestionar a violência com alguma "arte erótica", implícita e explícita.
Pois é, Jorge, dei a resposta atrás ao Nuno, leio agora o seu comentário que vem confirmar a opinião generalizada sobre o cariz duro e cru daqueles episódios relativos ao Diogo Alves. À medida que ia construindo o "folhetim", ia recebendo algumas opiniões, próximas e distantes, umas vez que estava a ser publicado, e eu na continuação do desenho, episódios adiante. Neste, talvez tivesse ido longe demais...
Não, não creio que tenha ido longe demais! Era preciso enveredar por um tom ultra-realista, sem ter medo de ferir a sensibilidade dos leitores, para retratar os crimes violentos perpetrados pelo Diogo Alves. Em vida, o facínora não deve ter sido muito diferente da criatura brutal e sanguinária, sem consciência, que você materializou nesta história. E o cenário nu e cru, inclusive as próprias cenas de sexo, tornam o ambiente e a reconstituição da época ainda mais verídicos, como se estivéssemos por dentro da história e não apenas a ler um registo criminal ou um artigo biográfico.
Depois de andar pela estratosfera dos assuntos particulares pendentes, regresso à blogosfera, onde mais pendências há. É certo que a BD foi executada para um jornal com o âmbito das notícias de violência e crime, justamente exposto no título, pelo que, da minha parte, não podia escamotear, nessa realidade factual e provada em autos corridos ao tempo, a actuação violenta e as cenas de sexo (apenas são ficcionadas, mas óbvias, aquelas entre a Parreirinha e o Diogo Alves, porque no processo se determinou que eram amantes), com alguma crueza e brutalidade. Valeu-me, para não chocar os leitores (julgo eu), o sangue correr pelas vinhetas, a preto.
À Venda a 6ª edição, ainda pelo preço da primeira, que é de 9 Euros. É a terceira capa,com conteúdo sem alterações. O Padre Costa, a quem a fama atribui 299 filhos de 53 mulheres.
Cultura e incultura, críticas e demais tropelias
Natural de Trancoso, se vivo fosse, o sapateiro Gonçalo Anes Bandarra teria criado este blogue e, através dele, divulgaria as suas profecias e demais tropelias. Como vivo não é, achei que o papel que lhe caberia a ele deve ser feito por alguém, ou seja, por mim. Sobre o futuro, não queiram aproveitar um ponta do véu levantado; sobre a chave do euromilhões e outras chaves que abrem as portas da fortuna, nada de nada;acerca do quotidiano, sabeis mais do que eu, pelo que escuso divulgar; no tocante à cultura e à crítica, ficarei sujeito a ela e pouco a dominarei. Então, para quê, este BANDARRA? Boa pergunta ! A resposta, meus Caríssimos, tê-la-eis se consultardes este oráculo, tabernáculo e espaço de cultura, incultura, crítica, caricatura bem e mal-dizer. De tudo, por tudo, espero que o vero Bandarra me perdoe: que ele descanse em paz e que esta não me falte. Vós, Leitores, sabereis se valerá a pena entrardes uma segunda vez por esta porta. De qualquer forma, sede felizes.
Cosey (2)
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essa será a principal razão do seu sucesso, numa revista que além do
público jovem...
NOVIDADES EDITORIAIS (197)
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ALMEIDA - O ALÇAPÃO DE LEOMIL - lenda nº 29
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Texto e ilustração de Santos Costa
A fonte romana de Leomil, das que se catalogaram pela sua serventia até
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Música proibida
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Diz-se que a música pode ser uma arma. Para mim, que, junto com o meu
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INGÉNUA PERIGOSA - RAYMOND CHANDLER
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Com o título “The Little Sister”, cuja tradução literal é “A Irmãzinha” (
assim editado no Brasil) e que em Portugal recebeu o título de “Ingénua
Perig...
REFLEXÕES SOBRE CRIAÇÕES
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Ao arrumar os papéis de Jorge Magalhães, encontrei num pedaço de guardanapo
de papel estas reflexões que julgo ser da sua lavra, a menos que ele a
tenha en...
Post final
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Informo que faleceu ontem Geraldes Lino, bedéfilo entusiasta e divulgador
da 9a arte.
O velório terá lugar na Capela do Cemitério do Alto de S. João a parti...
VAI PASSANDO A PROCISSÃO...
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Estas três imagens têm uns anos já passados. Foram captadas à porta de meu
sogro, no Altinho.
A primeira, já publicada na monografia de Valdujo, um grupo ...
Bolas, Santos Costa... isso é que é violência!!!
ResponderEliminar:O
lol
Abraço
Já não me lembrava muito bem destas páginas, mas que a história é violenta, lá isso é... E as cenas "picantes" condizem com o resto!.
ResponderEliminarRepito o que já disse aqui: em termos de realismo, num estilo nu e cru, mas com expressivos contrastes de preto e branco, esta história de crimes, sexo e sevícias agarra o leitor e merecia, sem dúvida, uma reedição.
Abraços do
Jorge Magalhães
Muita violência e pouco (?) sexo, como costumo dizer. Na verdade, segui à letra o que encontrei escrito sobre o "cavalheiro"; como o jornal onde publiquei estas pranchas tinha lá pelo fim umas "mamalhudas", que mostravam, às vezes, muito mais que isso, achei por bem descongestionar a violência com alguma "arte erótica", implícita e explícita.
ResponderEliminarAbraço
Pois é, Jorge, dei a resposta atrás ao Nuno, leio agora o seu comentário que vem confirmar a opinião generalizada sobre o cariz duro e cru daqueles episódios relativos ao Diogo Alves.
ResponderEliminarÀ medida que ia construindo o "folhetim", ia recebendo algumas opiniões, próximas e distantes, umas vez que estava a ser publicado, e eu na continuação do desenho, episódios adiante. Neste, talvez tivesse ido longe demais...
Abraço
Não, não creio que tenha ido longe demais! Era preciso enveredar por um tom ultra-realista, sem ter medo de ferir a sensibilidade dos leitores, para retratar os crimes violentos perpetrados pelo Diogo Alves. Em vida, o facínora não deve ter sido muito diferente da criatura brutal e sanguinária, sem consciência, que você materializou nesta história. E o cenário nu e cru, inclusive as próprias cenas de sexo, tornam o ambiente e a reconstituição da época ainda mais verídicos, como se estivéssemos por dentro da história e não apenas a ler um registo criminal ou um artigo biográfico.
ResponderEliminarAbraços,
Jorge Magalhães
Caro Jorge
ResponderEliminarDepois de andar pela estratosfera dos assuntos particulares pendentes, regresso à blogosfera, onde mais pendências há.
É certo que a BD foi executada para um jornal com o âmbito das notícias de violência e crime, justamente exposto no título, pelo que, da minha parte, não podia escamotear, nessa realidade factual e provada em autos corridos ao tempo, a actuação violenta e as cenas de sexo (apenas são ficcionadas, mas óbvias, aquelas entre a Parreirinha e o Diogo Alves, porque no processo se determinou que eram amantes), com alguma crueza e brutalidade. Valeu-me, para não chocar os leitores (julgo eu), o sangue correr pelas vinhetas, a preto.
Abraço
Santos Costa