domingo, 23 de junho de 2019

OS CHUÇOS




Mais um dos trabalhos sobre factos efectivamente ocorridos na saga dos bandoleiros portugueses.
Foi também publicado no semanário "O Crime" . Hoje seguem seis pranchas, correspondentes a 3 páginas do jornal.





terça-feira, 4 de junho de 2019

SARDINHAS DOCES NA TVI


Desta vez foi na TVI, programa "A Minha É Melhor Que a Tua", em representação,com outros dois confrades, da Confraria das Sardinhas Doces de Trancoso. Com o traje "de gala", capa castanha, romeira amarela sobre os ombros, medalha e chapéu à beirão, lá falo eu, em breve introdução, da origem do doce. Estou junto ao autor do programa, José Manuel Santos.
Em baixo, na cozinha da D. Rosa, mestre doceira, lá estou com uma sardinha na boca. Não faço por menos...
Certamente não terá Bandarra sequer imaginado o sabor deste doce da sua amada terra, nem pela sua gula seria chamado aos cárceres da Inquisição; nem D. Dinis apresentou esta guloseima nas suas bodas com Isabel de Aragão, aqui em Trancoso, ou tido o ensejo de provar esta iguaria conventual, tão só por ela ainda tardar, no tempo, a instalar-se na urbe trancosana. Em Bandarra não consta sequer o vaticínio, e sua majestade real, com todos os privilégios a seu favor, viu-se privado deste. Nós, porém, somos uns felizardos…



terça-feira, 28 de maio de 2019

NA PRAÇA DA ALEGRIA (RTP1 PORTO)


Na Praça da Alegria, hoje, com os meus companheiros e os apresentadores do programa. Eu estou de 
cócoras, à frente, o primeiro a contar da esquerda, de calça branca. A minha intervenção foi de cariz histórico, com entrevista feita pelo Jorge Gabriel (Foto de A Praça da Alegria).
Repare-se no cavaleiro à direita - elemento das "Damas e Cavaleiros d' El-Rei" - devidamente trajado (só a cota de malha que lhe envolve a cabeça e parte dos ombros pesa à roda de 10 kg).
Tive oportunidade de, entre outras coisas, corrigir um erro que anda por aí fora divulgado, que é a Feira Franca de S. Mateus, em Viseu, "ser a mais antiga da Península Ibérica" (basta consultarem o "Dr. Google" para verificarem o disparate). Ora, se Trancoso "ainda" faz parte da Península Ibérica, é a sua Feira Franca de S. Bartolomeu mais antiga que a de S. Mateus em 118 anos e meio!
Para melhor dispor os dados, eis aqui a recolha documental e depois fazerem a subtracção: a de S. Bartolomeu de Trancoso foi criada por D. Afonso III em 8 de Agosto de 1273; a de S. Mateus de Viseu foi criada por D. João I em 10 de Janeiro de 1392.
Conforme tive ocasião de comentar e de comparar, é como se eu tivesse nascido antes do meu avô.
Não sei se a Feira Franca de S. Bartolomeu é a mais antiga da Península Ibérica, mas certamente é mais antiga que a Feira Franca de S. Mateus, que se diz ser a mais antiga da Península Ibérica.
O resto, são cantigas, que as leva o vento.

sábado, 18 de maio de 2019

DRAMA E GLÓRIA DOS PIONEIROS



São duas pranchas relativas a dois acontecimentos, desenhados por mim há uns anos, as quais fariam parte de um volume de efemérides. Ambas têm a particularidade de terem como pano de fundo a neve, o gelo e a conquista do desconhecido.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

O CRIME DO PADRE FREDERICO



Do portfolio publicado no jornal "O Crime", reproduzo duas pranchas - a 7 e a 8 - de "O Crime do Padre Frederico", um caso que ocorreu no Caniçal, ilha da Madeira. Um rapaz caiu numa ravina e morreu, com contornos estranhos. O padre, que sempre clamou a sua inocência, foi julgado, condenado e fugiu para o Brasil, seu país natal.

terça-feira, 7 de maio de 2019

DESENHOS NA ENFERMARIA



Internado no Hospital de Sousa Martins, na Guarda, depois de ali ter entrado como urgência,
fiquei em Medicina B (Cama 34), a ser devida e condignamente assistido por um grupo de profissionais de grande qualidade.
Para passar o tempo (não digo "para matar o tempo", por o termo não ser apropriado), utilizei uma esferográfica azul e uma preta, elaborando uma série de desenhos. Aí vão dois...

domingo, 14 de abril de 2019

ROMANCE REGIONALISTA: GARNISÉ


É um romance regionalista, inédito. Também inéditas são algumas páginas que desenhei sobre ele. E assim ficarão ambos os projectos, porque não estou interessado em publicá-los e decididamente menos interessado em os entregar ou propor para publicação.
Então vêm aqui, para quê?
Porque esta é a forma que acho para expor a minha paciência, mostrando duas de muitas páginas que fiz, já vão uns anitos, com bonecos...para o boneco.

sexta-feira, 22 de março de 2019

CAVALGAR...



Gosto de andar a cavalo, embora não o faça há muito por razões óbvias, sendo a principal a que indica que não tenho algum em carne e osso. Possuo cento e trinta cavalos (horse power) enfiados sob o capot do motor do meu automóvel. São fogosos, embora controláveis, mas se a um cavalo dar-lhe esporas é vê-lo quase a voar, imaginem cento e tal; é por isso que sou apanhado nas “tesourarias” rodoviárias em excesso de cavalgada.
Acho o cavalo, um animal perfeito. Sempre admirei e respeitei em especial este animal (embora tenha por timbre respeitar e admirar todos os animais), não só pela sua estrutura e dinâmica, como pela beleza plástica que os seus movimentos proporcionam. Desde pequeno aprendi a montar num cavalo… em pêlo. É certo que o fazia em animais bem domesticados, de carga e não de tiro ou montaria, pois eram eles que levavam os sacos de farinha do moleiro, meu saudoso primo Ivo. Passei a montar, mais tarde, em outras condições, mas as sensações perduraram de uma ou outra forma. Confesso que, de uma vez, fui projectado pelas orelhas, graças à aparição intempestiva de um canídeo mal-humorado, que obrigou a montada a especar súbito.
Possivelmente voltarei a este assunto da cavalaria – não alta cavalaria – porque tenho algures fotos com o animal que montava nos meus verdes anos, um belo e alto exemplar castanho, de que guardo saudades. Quando se proporciona desenhar cavalos – e faço-o quando me ocupo de trabalhos de ilustração ou quando alguma criança mo pede – faço-o com a imagem desse garboso animal, as suas crinas ao vento, o seu galope cadenciado, o vero símbolo da liberdade.
Quanto à fotografia, não se ponham a conjecturar, uma vez que sou mesmo eu o cavaleiro, o cavalo é um cavalo de carne e osso e a praia fica no município de Porto Seguro, no Brasil, onde Cabral descobriu o Brasil… e não se preocupou em o cobrir.

quinta-feira, 14 de março de 2019

O PIRES DA RUA




Na continuação da mostra de trabalhos que tenho vindo a publicar aqui relativamente ao tema, desta feita vêm três páginas de "O Pires da Rua", um meliante que viveu precisamente no lugar de Vila da Rua, concelho de Moimenta da Beira. Embora eu não exiba a parte final, digo que ele não acabou bem, como merecia. Eram tempos conturbados, pelo que aqueles que estavam do lado oposto também não eram melhores.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

NÃO ESQUECEREI O LINO



Faleceu o Geraldes Lino, tal como é conhecido pelos apelidos, de seu nome António. Um Homem de elevadas qualidades, aplicado em tudo o que encetava e fazia, sempre pronto a aconselhar, a dispor; um Conhecedor do meio da Banda Desenhada portuguesa e internacional, propulsor de grandes iniciativas e projectos; um excelente Escritor, que primava para apresentar, onde quer que fosse e sobre que material fosse, uma escrita irrepreensível, dado que não abdicava de utilizar devidamente a Língua Portuguesa, a sua gramática, morfologia e sintaxe.
O Geraldes Lino era ele mesmo, presente e constante, pronto e diligente. Para o classificar em duas palavras no que possuía de grandeza humana e social: um Amigo puro.


O Lino, como eu o tratava - ele chamava-me Costa – era tão criterioso que, mesmo nas exposições que visitava ou que organizava, estava sempre a tirar apontamentos, como é o caso da fotografia que lhe tirei em Viseu, de costas, embrenhado na apreciação dos trabalhos expostos, a tirar os seus apontamentos. Não tenho outras fotografias dele – os meus companheiros da blogosfera têm-nas, pelo que abri este texto com uma imagem retirada do blog do Machado Dias (e espero que ele não leve a mal, pois “amputei” a fotografia).
Com o despropósito de me repetir, replico aqui a mensagem que deixei no seu blog, referido aqui neste ao lado, o Divulgando BD, onde tomei conhecimento do seu falecimento com um post do seu filho.
“Fui apanhado de chofre com esta triste notícia.
Não faleceu apenas o Geraldes Lino, um Amigo, faleceu uma grande parte da BD portuguesa. O seu entusiasmo, o seu empenho em prol da banda desenhada, o dinamismo que imprimiu em tudo o que encetou e fez, não vejo comparação que possa ombrear com o seu trabalho. Sempre criterioso, escrevia com qualidade como ninguém, possuidor de grandes conhecimentos da Língua Pátria, que fazia questão de não abdicar.
Conheço o Lino há muito tempo, recebi por via dele uma homenagem da Tertúlia, trocávamos mensagens por e-mail e até por telemóvel, dele colhi muitos e bons conselhos. Perdi um Amigo e até uma referência.
Para ti, Lino, estejas onde estiveres, continuarás na minha memória e na de todos aqueles que verificaram que, através de ti, a banda desenhada em Portugal elevou-se como nunca esteve antes. E cai-me uma lágrima de saudade por saber que não retorno a este blog, trocando através dele os comentários que tive ensejo de aqui deixar, muitos deles continuados na caixa de correio de ambos.
Para a Família, os meus sentimentos.
Até sempre, Geraldes-Lino e obrigado por tudo o que me proporcionaste e nos propuseste”.
Foi graças a ele que fui homenageado, em Lisboa, na Tertúlia da BD, fazendo questão de me acompanhar, transportando-me no seu carro até um bar do Bairro Alto, para bebermos um copo.
Pediu-me colaboração para os seus álbuns de grandes dimensões – o Efeméride – em que foram homenageados O Príncipe Valente e Lucky Luke.
Aquando da apresentação do meu livro de BD na Livraria Buchholz, editado pela ASA, ele foi até lá. Estava sempre presente quando se tratava de BD. Julgo que, no que fez e pelo que fez, é único.
Adeus, Lino. Sinto já a tua falta, a tua voz rouca ao telemóvel, os teus e-mails de incitamento e conselho.
E para te homenagear, vou deixar aqui duas das vinhetas do Efeméride que fiz com muito gosto para tu publicares e relativo ao “Príncipe Valente no Século XXI”. Faço-o, porque te tentei retratar como Bandarra, para a “história” como vendedor de automóveis, tentando vender um “calhambeque” ao Príncipe Valente e à sua esposa Aleta.



terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

A25 - UMA TESOURARIA DE GRANDES RECEITAS

Lembram-se, os que me lêem por aqui, que já falei na choruda cobrança que se faz para os cofres do Estado e para a Concessionária, nesta rede da chamada auto-estrada A25 entre Aveiro e Vilar Formoso.
E lembram-se que falei da famigerada curva "Bossa do Camelo", um aleijão que contribui, através dos contraventores aceleras e não aceleras, para as receitas da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Aquele radar/cinemómetro tira mais fotografias por dia que o mais conceituado fotógrafo de moda! E paga-se melhor: cada "chapa" a preto e branco (mais a preto) não fica por menos de 60 euros!
Hoje vou referir a A25 no seu todo, porque em cerca de 1/4 do troço somado, é equivalente a IP não portajada (mas que se cobra na mesma), tais são os limitadores de velocidade que ali estão plantados com sinais C13 como se fossem couves tronchas. Contabilizei entre 15 e 20 no sentido descendente e entre 12 e 18 no sentido ascendente, mas é apenas cálculo. Pedi entretanto  à APCAP (Associação das Concessionárias) o número exacto para calcular os espaços em que circulamos em IP isenta de portagens, mas pagando como se fossem.
Entretanto, já em Janeiro enviei um pedido de esclarecimento à ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária), sem que até hoje tenha obtido resposta, insistindo hoje mesmo para que me dissessem, ao menos, que receberam o arrazoado e acrescentando outro.
Este "satus quo" com tanto aleijão para justificar os limites, interessa a duas partes: os leoninos acordos de parceria que favorecem as concessionárias; os cofres do Estado que custeia a via através dos bolsos dos "portajados", a que lhe acresce um "imposto" em forma de coimas resultantes das inopinadas limitações de velocidade e do plantio de radares.
Quem perde? Todo o interior do País, as empresas aqui implantadas, os emigrantes que circulam por esta via, os turistas que optarão por outras regiões,os utentes que, sem alternativa, pagam a totalidade de uma auto-estrada quando, em parte, é um IP. Enfim, os contribuintes, os mesmos que pagam as portagens dos governantes quando por aqui passam, porque não acredito que as fotografias dos radares atinjam as matrículas deles.
Volto à curva do Caçador (Viseu), a qual, por pouco, não era uma rotunda!
Vou-vos mostrar uma imagem de satélite da bossa, pois o camelo não está lá...
Agora comparem-na com o circuito de Indianápolis...
... onde só há uma curva idêntica no ponto 9!
Mas nem todas as bossas de camelo são tão pronunciadas. Esta não é...
E esta, só a da frente...
... E mesmo assim menos fechada do que aquela onde a Tesouraria do Estado vai recolhendo grandes receitas com fotografias das traseiras das viaturas.
Isto, para ser sincero, não ia lá com bossas, mas com arrochos!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

BORREGO, O ESTRIPADOR





São as meias pranchas 1, 2, 4 e 5.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

O REGICÍDIO



Já não é a primeira vez que trago este trabalho até aqui. Como estou a depositar neste blog quatro meias pranchas dos títulos que publiquei na imprensa, continuo com o assunto, desta vez que o "regicídio" do rei D. Carlos, o primeiro e único deste título. Desta vez são as meias pranchas 10, 11, 14 e 15.



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

CARAVAGGIO – O INDULTO


Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610)
Susceptível, impetuoso, hedonista e brigão, impor-se-á como um dos grandes pintores da história de Arte, esculpindo trevas e luz com o seu pincel para criar obras inesquecíveis, de um realismo perturbador. 
Quatro séculos depois, um outro génio italiano do desenho, Milo Manara, presta-lhe homenagem numa banda desenhada em dois volumes que fará história.

Argumento e Desenho: Milo Manara
Edição:  Arte de Autor
Capa: Cartonada
Número de páginas: 56
Formato: 240 x 320 mm
Impressão: cores
Data da Edição: Janeiro de 2019
ISBN: 978-989-99936-8-6
PVP: 19,00€

(Texto e imagens fornecidos pelo Editor)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

A HISTÓRIA DA "TESOURARIA" DA BOSSA DO DROMEDÁRIO


Como tinha prometido no post anterior, dado tratar-se da Curva da Bossa do Camelo, resta saber a história do bicho desde o seu nascimento.
Esta curva foi, desde o seu início, objecto de todas as críticas e de nenhum aplauso, à excepção dos donos da vinha que obrigaram a um arco dos mais acentuados da Europa e a fazer inveja às curvas da pista de Indianápolis.
Em 2002, com as obras em decurso no local, aquilo parecia uma barafunda. Não andavam nem deixavam andar. Tanto assim durou o impasse, que em 26 de Fevereiro de 2006, o jornal Correio da Manhã apontava o entrave à régua, esquadro e transferidor: uma vinha.
https://www.cmjornal.pt/exclusivos/detalhe/quinta-de-carrilho-salva
A razão desse imobilismo apareceu quando  “a solução inicialmente defendida por Fernando Ruas, presidente da Câmara de Viseu, mereceu fortes críticas de proprietários de vinhas que iriam ser destruídas. Entre estes proprietários está a família de Manuel Maria Carrilho, ex-ministro e candidato socialista à Câmara de Lisboa nas últimas Autárquicas”.
Ainda segundo o mesmo diário “principalmente no Verão, o casal Manuel Maria Carrilho e Bárbara Guimarães, mais o filho, “passam algum tempo” na quinta, “porque tem muita sombra e é sossegada”.
Para que o casal não fosse “desassossegado” por esse traçado e as uvas continuassem a fazer vinho do Dão na Quinta de São Domingos - nem que seja para embriagar condutores para serem apanhados pelo “balão” - a coisa levou aquela volta, muito diferente daquela que seria se fosse eu o dono das vinhas de casta toriga e roriz.
O jornal, em artigo pertinente – lembro, escrito em 2006 – continua o historial, dizendo que “avançou um traçado provisório que é marcado por uma curva perigosa, em forma de cotovelo. Se o projecto inicialmente previsto fosse avante, Manuel Maria Carrilho e os seus irmãos, herdeiros do antigo presidente da Câmara de Viseu, Manuel Engrácia Carrilho, veriam a quinta dividida pela auto-estrada”.
Havia outras alternativas que evitassem o estabelecimento no local da actual tesouraria? Havia, sim senhores. No início apresentaram-se duas hipóteses: a passagem da A25 a norte de Viseu, aproveitando o traçado tipo “carreiro de cabras” do IP5, ou a sul, que arrasaria muitas vinhas, que já não eram da dita família, e obrigaria ao derrube de habitações. Como estas duas alternativas não foram aceites, designadamente a do traçado do IP5, recusada pelo autarca de Viseu, Fernando Ruas (jamais, “jamé”), ficava aquela em arco pronunciado, logo prometida como “provisória” pelo ministro das Obras Públicas, Carmona Rodrigues: curva em cotovelo, com tesouraria e “sniper”, ligando a A25 ao actual troço que liga IP3/IP5. O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, em Novembro de 2007 reconheceu que a curva "Bossa do Camelo", em Viseu, é "um estrangulamento" mas admitiu que “alterar a curva custa muito dinheiro", para concluir que outras obras eram consideradas prioritárias à sua correcção, tal como o “jamé, jamé” do aeroporto na margem sul do Tejo. Ora, pois, enquanto aquela curva rendesse o que rendia, com ar de desenfado, deixá-la estar!
Tudo seria a contento de todos, menos da tesouraria, não fosse neste país o significado de provisório e irrevogável serem, para a política alternante, diferente daqueles que estão no dicionário. A “ferradura” tipo autódromo ali ficou, concluída “provisoriamente” até que a construção do troço a sul estivesse concluída, o que só aconteceria no ano de 2008; Isto é, passados 11 anos do traçado provisório e 16 anos do traçado até agora definito!
Alguém viu o novo troço, que terá estado camuflado como o santuário da caixa das receitas nos sentidos crescente e decrescente, onde se acende um “80” como em barraca de tiro ao alvo na Feira Popular? Por ali perto existe aquilo que, nos meus tempos de liceu de Viseu, já se chamava “O Caçador”. Não podia supor que a onomástica não podia ser mais apropriada à zona, anos volvidos.
A anormalidade de curva, naquela bruta natureza de 240 graus de raio (que a parta),foi contestada na altura pelos deputados sociais-democratas, considerando-a de "elevado risco" por um estudo técnico da secção autónoma de Engenharia Civil da Universidade de Aveiro, revelado em Junho de 2005. Também a Associação de Cidadãos Automobilizados e um grupo de habitantes de Barbeita entregaram uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu, para tentar impedir a conclusão da construção da "bossa do camelo". A concessionária, que não queria mais chatices e trabalhos a mais, garantiu que esta cumpria todos os requisitos técnicos, opinião corroborada por um juiz do tribunal que decidiu que, do ponto de vista técnico, este traçado não ofende qualquer norma legal. Ainda bem que este senhor juiz não seguiu engenharia; talvez nem devesse ter seguido magistratura.
Logo na inauguração do troço, mais propriamente no primeiro dia, “caíram” ali 600 condutores acima dos 80 Km/h0.
Os moradores da zona, muito propriamente, chamam com certa prosápia à “pista” a curva da bossa do camelo e interrogam-se como foi possível fazer-se, depois de Abril de 1974, uma curva tão pronunciada, que é mais um ponto negro nas estradas. Eu diria que é mais um buraco negro, sorvedouro de coimas e alcavalas que “branqueiam” as asneiras de quem não tem capacidade para sequer, no tempo das antas, orcas e mamoas, fazer um carreiro de cabras.
Agora questiono eu: com tantas interrupções e limites (entre Aveiro e Guarda há pelo menos 7), ainda têm a lata de portajar a A25? Não lhes chega a tesouraria da Curva da Bossa do Camelo?

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

A CURVA DA BOSSA DO CAMELO


Quando vinha do Porto pela A25, onde pago portagens e brancagens para gastar os pneus da viatura a uma velocidade máxima de 120 k/h, um "sniper" electrónico tirou a fotografia ao carro, que ia a 110 num limite de 80 (menos 1/3), na que chamam a Curva da Bossa do Camelo, cerca da Póvoa de Sobrinhos - Viseu. Presumo que seja electrónico, porque o auto traz o nome do autuante, posto e demais identificação, que pretende provar não ser um robot.
Ficam os condutores avisados: a quem se distrair, lá está a tesouraria, que faz uma boa colheita por dia, numa curva que tem um erro reconhecido e crasso de construção, mas que os governos deixam estar há mais de 10 anos (já o então ministro Mário Lino falou na bossa)...porque dá lucro, milhões por ano. Creio mesmo que, à conta desta bossa, se arranje dinheiro para construir nova auto-estrada ou mais um estádio de futebol.
Voltarei a este assunto (porque a bossa lá está e o camelo sou eu), logo que recolhidos mais dados - designadamente os pareceres e despachos que racaíram sobre aquele limite - uma vez que presumo ainda sejam do tempo em que a via fazia parte do neolítico traçado do IP5.
Reparem bem na foto. Vejo um armário junto ao poste do candeeiro, mesmo junto à ponte. Deve ser a tocaia do "sniper". Agora até fotografia mandam, não vá algum negar que jamais por ali gastou pneus.
À multa equivalente a 1 euro por cada km do limite de velocidade máxima de circulação naquela via - 120 euros - acresce a punição acessória de, pelo menos, 30 dias (sendo primário) com a carta suspensa de uma decisão que tardará a chegar daqui a 2 anos (há exemplos de um despacho com essa "mecha")! Ah!... E não esquecer que voam dois pontinhos da carta, numa incineração que visa um vindouro novo exame e mais receita, se outras acessórias não surgirem futuramente no bestunto de algum iluminado.
Se querem a segurança dos condutores, componham a bossa e deixem o camelo em paz!
Voltarei a este assunto.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

O REMEXIDO



Na continuação de posts anteriores, trago agora quatro meias páginas de "O Remexido", alcunha de um dos mais célebres bandoleiros do Algarve no séc. XIX.
Embora eu tenha, na História daquele período, preferência pelo Liberalismo, não deixei de colocar as duas partes em confronto em pé de igualdade; ou seja, relatei tal e qual, sem favor ou desfavor de qualquer delas, Liberais e Absolutistas, os acontecimentos como eles foram registados, na sua maioria em tribunais e imprensa. No caso do "Remexido", para além da violência e do terror dos que agiam pela força sob as suas ordens - e fora delas -não fugi ao episódio que aqui trago (páginas 7,8,9 e 10 da BD), onde se encontra um facínora e o seu miserável acto e o castigo que o seu capitão lhe aplica, que se regista nas páginas seguintes, aqui não reproduzidas.



terça-feira, 22 de janeiro de 2019

CRIME NA ALTA RODA




Este foi mais um dos trabalhos que executei. Passa-se nos anos cinquenta, na "alta roda" da zona Cascais-Lisboa e mete um crime, cujo desfecho nunca se chegou verdadeiramente a apurar.
Aqui ficam as meias pranchas 1,2,3 e 5.



quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

O TÁXI 9297



 "O Táxi 9297" foi um trabalho em BD que fiz e foi publicado no semanário "O Crime". Trata-se do caso da morte da actriz Maria Alves, assassinada às mãos do amante, Augusto Gomes, empresário teatral do Teatro Nacional.
Este crime foi desvendado graças à intervenção de alguns jornalistas, designadamente Reinaldo Ferreira, que assinava como "Repórter X".
De todo o trabalho, publico apenas estas quatro meias pranchas, seguidas.
(Para ver estas e outra imagens no blog em plenitude do monitor, basta clicar uma vez em cada uma)