domingo, 25 de setembro de 2016

O BANDOLEIRO "SACRIFICADO"


Volto ao tema do post anterior para apresentar mais três páginas do mesmo trabalho - a 78, 79 e 80 - formato A5.
A bandoleira resolveu assaltar a casa do administrador do concelho e, para entreter a criada (a única que se encontrava em casa e podia dar o alarme), mandou à frente o Casca, um dos do bando que tinha a rapariga como amante useiro e vezeiro em encontros anteriores do género. Só que, aquele em especial, era encontro de "serviço".



terça-feira, 20 de setembro de 2016

MARIA GUEDELHA - A ENDIABRADA


Aproveitando o balanço da Maria Feliz, fui fazendo uma história paralela - a preto e branco - com a Maria Guedelha, uma mulher que também chefiava um grupo de bandoleiros, baseada numa figura real dos anos 30.
Nestas três páginas, em formato A5, com vinhetas mais amplas, está parcialmente reproduzida a passagem em que o administrador do concelho, o regedor e alguns soldados de infantaria 12, a tentavam prender.


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A IMAGEM REPARTIDA


A imagem que se vê acima foi feita há 32 anos para uma monografia que eu fiz com o João Portugal - "Aguiar da Beira, A História, A Terra e as Gentes" e repetida em outra monografia, que fiz a solo para o mesmo concelho, há  7 anos - "Aguiar da Beira -Monografia".


Só que, como se vê a seguir, essa imagem de cima foi recortada de outra onde também se viam uma idosa e uma jovem loura.
A explicação do recorte tem a ver com a utilização, há 19 anos, da imagem (ela própria recortada) da idosa e da jovem para a capa da 2ª edição de um outro livro, desta feita intitulado "Lendas Trancosanas", conforme a terceira imagem exposta.
Esta imagem repartida, com origem numa aguarela minha de 1984, para ilustrar uma lenda - "A Fraga do Medronheiro" - serviu assim para ilustrar duas monografias (uma de 1985 e outra de 2009) para, parcialmente figurar num outro trabalho meu, na capa.


Com isto quero dizer que a "saga" desta minha ilustração não fica por aqui, pois já estou a pensar levar à contracapa de outro trabalho a publicar, o recorte do queijeiro que se vê acima.
Não podia eu ter feito outras ilustrações? Podia, claro que podia. Mas deu-me para aqui, uma vez que decidi sobre obra da minha autoria e segundo o meu gosto espontâneo.

sábado, 17 de setembro de 2016

A MENINA E O LULU


Ainda do 3º volume da minha obra  "Contos de Amor e Drama" sai agora este que tem por título "A MENINA E O LULU. Possui um final inesperado, o qual não estará aqui disponível porque só revelo a primeira página. Que querem? É a vida!...


Como quem encontra o que quer, encontra tudo, a senhora foi logo direta ao assunto:
— O senhor é uma espécie de detetive que descobre pessoas desaparecidas?
— Procuro pessoas desaparecidas, sim. Descobri-las, por vezes, é um pouco mais difícil — respondi numa humildade pouco consentânea com os magros proventos da arte. — Além disso, tenho de contar com a concorrência dos parceiros televisivos Ponto de Encontro, Os Mais Procurados e Casos de Polícia.
— Ora, apenas me interessa que o senhor se encarregue do meu caso. Mais nada.
— E quem desapareceu à senhora? O marido, um filho, o velho pai alquebrado e senil?
— O meu cãozinho. O meu lulu Bolinhas, uma das criaturas mais adoráveis que conheci ao cimo da Terra.
Depois de me desassombrar, especulei sobre o desaparecido: uma bola branca, lavadinha e a cheirar a baunilha, tosquiada e com aqueles horrorosos berloques, tipo cordeiro-perneta, que abandonam os detritos malcheirosos pelas calçadas da cidade.
— Vai ver que o bicho entra pela porta quando menos esperar.
— O meu adorável bichano foi raptado!
Pior ainda. Quem se dava ao trabalho de raptar uma "coisa" daquelas? Eu, por exemplo, não o queria nem dado, pois mal tinha para a bucha, quanto mais para veterinários, salões de beleza género boutique du chien, perfumes e refeições que deviam custar o dobro das que eu pagava no restaurante da esquina.
— Dois energúmenos — continuou ela — que vinham numa mota, lançaram-se sobre o pobre bichano quando eu ia a sair do carro com ele ao colo. Ainda mandei o meu motorista em sua perseguição, mas o senhor sabe como são estes bandidos das motas.
Retirou da carteira uma foto do "botão de rosa" e passou-ma para as mãos, antes mesmo de eu recusar a entrada naquela missão canina. Não me enganei na aparência que teci mentalmente do canídeo. Decididamente não queria encontrar o mimalho! Ia dizer-lhe isso, ao mesmo tempo que lhe devolvia a foto, quando ela lançou para os meus tímpanos duas razões de peso que me levaram a reconsiderar: a primeira consistiu no valor astronómico da recompensa, que eu nunca me atrevi a debitar na procura de gente humana; a segunda foi o esclarecimento sobre a falta que o bicho fazia à menina, filha da senhora. Aceitei o encargo.
Depois de me inteirar de alguns pormenores relacionados com o lugar onde e o quando do rapto inopinado, acelerei o que pude para entregar o lulu vivo nas mãos das donas e receber o "taco", que me dava para gastar à grande. Nova luz surgiu no caso, quando a senhora me telefonou, dizendo-me que os raptores prometiam entregar a criatura, mediante uma quantia de monta.
Não me perguntem como, mas após umas visitas a essas lojas de animais, pareceu-me reunir alguns elementos que me conduziam aos mafiosos raptores de lulus de companhia. A cor da mota, a zona onde foi cometido o dislate e tudo o resto estavam a encaixar na pista que eu propunha aquecer. Tinha quase desvendado o imbróglio quanto ao paradeiro do bicho, logo havia de me aparecer aquela miúda, daquelas que nos conseguem fazer pensar em nada, a não ser nelas. Eu não sou muito desse género, mas acontece.
— Sei que não quer ser incomodado, mas não o farei perder tempo. Quanto quer o senhor para deixar de procurar o Bolinhas?
Fiquei parado a olhar para ela. Ofereciam-me dinheiro para encontrar o cão, logo depois uma outra proposta para deixar de o fazer. Fiquei intrigado.
— Está a referir-se a um lulu raptado por dois jagunços?
— Exato. O cão pertence-me.
— O mesmo afirmou outra senhora, de mais idade, em relação ao que julgo ser o mesmo animal.
— Essa senhora é minha mãe — afirmou, peremtória.
— Nesse caso, o cão também é da sua irmãzinha mais nova...
— O cão é só meu! Não tenho irmãzinha mais nova. 

terça-feira, 13 de setembro de 2016

OS CINCO PRESIDENTES


Como cartoonista do jornal "O Diabo" durante alguns anos, semanalmente publicava cartoons políticos (e não só), divertindo-me com as situações, procurando nas noticias que antecediam a saída do semanário - às terças-feiras - uma que me proporcionasse uma "charge", para preencher a metade inferior da página 3 sob a rubrica "Oh Diabo!..."
Em 6 de Agosto de 2002, saiu esta...

domingo, 28 de agosto de 2016

CAFÉ LITERÁRIO NA COVILHÃ


Por me ter sido permitido divulgar o cartaz, levo ao conhecimento dos Leitores deste blog que, no dia 13 de Setembro, estarei no Café Literário da Covilhã, evento periódico e cultural realizado pela Câmara Municipal da Covilhã.
O "Café Literário" constitui uma tertúlia na qual se apresenta um convidado para falar sobre temas da sua área cultural, cabendo-me a mim estar presente no dia anunciado, no Café Bar Miradouro.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

GRAVURAS MINHAS NA RTP


No dia 26 de Julho passou na RTP2 um excelente documentário, assinado pelo jornalista e investigador Dr. Jacinto Godinho, com o título "A PIDE Antes da PIDE". Trata-se de uma investigação muito criteriosa e bastante documentada, com recurso a documentos, fotos e entrevistas a intervenientes, de que se destaca uma a Emídio Santana (já falecido).
A pedido do jornalista, remeti algumas gravuras minhas extraídas do álbum "Registos Criminais" e da série que publiquei semanalmente no jornal "O Crime". Essas vinhetas serviram para ilustrar passagens do atentado a Salazar, uma vez que, para além das fotos da época, a BD serviu para "registar" acontecimentos que, como é óbvio, não tinham suporte fotográfico na acção que levou à deflagração da bomba na Avª Barbosa du Bocage.
Para os mais interessados em História, aconselho a que não percam este programa, que pode ser visionado através da internet em

http://www.rtp.pt/play/p2535/antes-da-pide

Ao Autor do documentário, o jornalista Jacinto Godinho (que chegou ao meu contacto através deste blog), os meus Parabéns.