domingo, 14 de abril de 2019

ROMANCE REGIONALISTA: GARNISÉ


É um romance regionalista, inédito. Também inéditas são algumas páginas que desenhei sobre ele. E assim ficarão ambos os projectos, porque não estou interessado em publicá-los e decididamente menos interessado em os entregar ou propor para publicação.
Então vêm aqui, para quê?
Porque esta é a forma que acho para expor a minha paciência, mostrando duas de muitas páginas que fiz, já vão uns anitos, com bonecos...para o boneco.

sexta-feira, 22 de março de 2019

CAVALGAR...



Gosto de andar a cavalo, embora não o faça há muito por razões óbvias, sendo a principal a que indica que não tenho algum em carne e osso. Possuo cento e trinta cavalos (horse power) enfiados sob o capot do motor do meu automóvel. São fogosos, embora controláveis, mas se a um cavalo dar-lhe esporas é vê-lo quase a voar, imaginem cento e tal; é por isso que sou apanhado nas “tesourarias” rodoviárias em excesso de cavalgada.
Acho o cavalo, um animal perfeito. Sempre admirei e respeitei em especial este animal (embora tenha por timbre respeitar e admirar todos os animais), não só pela sua estrutura e dinâmica, como pela beleza plástica que os seus movimentos proporcionam. Desde pequeno aprendi a montar num cavalo… em pêlo. É certo que o fazia em animais bem domesticados, de carga e não de tiro ou montaria, pois eram eles que levavam os sacos de farinha do moleiro, meu saudoso primo Ivo. Passei a montar, mais tarde, em outras condições, mas as sensações perduraram de uma ou outra forma. Confesso que, de uma vez, fui projectado pelas orelhas, graças à aparição intempestiva de um canídeo mal-humorado, que obrigou a montada a especar súbito.
Possivelmente voltarei a este assunto da cavalaria – não alta cavalaria – porque tenho algures fotos com o animal que montava nos meus verdes anos, um belo e alto exemplar castanho, de que guardo saudades. Quando se proporciona desenhar cavalos – e faço-o quando me ocupo de trabalhos de ilustração ou quando alguma criança mo pede – faço-o com a imagem desse garboso animal, as suas crinas ao vento, o seu galope cadenciado, o vero símbolo da liberdade.
Quanto à fotografia, não se ponham a conjecturar, uma vez que sou mesmo eu o cavaleiro, o cavalo é um cavalo de carne e osso e a praia fica no município de Porto Seguro, no Brasil, onde Cabral descobriu o Brasil… e não se preocupou em o cobrir.

quinta-feira, 14 de março de 2019

O PIRES DA RUA




Na continuação da mostra de trabalhos que tenho vindo a publicar aqui relativamente ao tema, desta feita vêm três páginas de "O Pires da Rua", um meliante que viveu precisamente no lugar de Vila da Rua, concelho de Moimenta da Beira. Embora eu não exiba a parte final, digo que ele não acabou bem, como merecia. Eram tempos conturbados, pelo que aqueles que estavam do lado oposto também não eram melhores.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

NÃO ESQUECEREI O LINO



Faleceu o Geraldes Lino, tal como é conhecido pelos apelidos, de seu nome António. Um Homem de elevadas qualidades, aplicado em tudo o que encetava e fazia, sempre pronto a aconselhar, a dispor; um Conhecedor do meio da Banda Desenhada portuguesa e internacional, propulsor de grandes iniciativas e projectos; um excelente Escritor, que primava para apresentar, onde quer que fosse e sobre que material fosse, uma escrita irrepreensível, dado que não abdicava de utilizar devidamente a Língua Portuguesa, a sua gramática, morfologia e sintaxe.
O Geraldes Lino era ele mesmo, presente e constante, pronto e diligente. Para o classificar em duas palavras no que possuía de grandeza humana e social: um Amigo puro.


O Lino, como eu o tratava - ele chamava-me Costa – era tão criterioso que, mesmo nas exposições que visitava ou que organizava, estava sempre a tirar apontamentos, como é o caso da fotografia que lhe tirei em Viseu, de costas, embrenhado na apreciação dos trabalhos expostos, a tirar os seus apontamentos. Não tenho outras fotografias dele – os meus companheiros da blogosfera têm-nas, pelo que abri este texto com uma imagem retirada do blog do Machado Dias (e espero que ele não leve a mal, pois “amputei” a fotografia).
Com o despropósito de me repetir, replico aqui a mensagem que deixei no seu blog, referido aqui neste ao lado, o Divulgando BD, onde tomei conhecimento do seu falecimento com um post do seu filho.
“Fui apanhado de chofre com esta triste notícia.
Não faleceu apenas o Geraldes Lino, um Amigo, faleceu uma grande parte da BD portuguesa. O seu entusiasmo, o seu empenho em prol da banda desenhada, o dinamismo que imprimiu em tudo o que encetou e fez, não vejo comparação que possa ombrear com o seu trabalho. Sempre criterioso, escrevia com qualidade como ninguém, possuidor de grandes conhecimentos da Língua Pátria, que fazia questão de não abdicar.
Conheço o Lino há muito tempo, recebi por via dele uma homenagem da Tertúlia, trocávamos mensagens por e-mail e até por telemóvel, dele colhi muitos e bons conselhos. Perdi um Amigo e até uma referência.
Para ti, Lino, estejas onde estiveres, continuarás na minha memória e na de todos aqueles que verificaram que, através de ti, a banda desenhada em Portugal elevou-se como nunca esteve antes. E cai-me uma lágrima de saudade por saber que não retorno a este blog, trocando através dele os comentários que tive ensejo de aqui deixar, muitos deles continuados na caixa de correio de ambos.
Para a Família, os meus sentimentos.
Até sempre, Geraldes-Lino e obrigado por tudo o que me proporcionaste e nos propuseste”.
Foi graças a ele que fui homenageado, em Lisboa, na Tertúlia da BD, fazendo questão de me acompanhar, transportando-me no seu carro até um bar do Bairro Alto, para bebermos um copo.
Pediu-me colaboração para os seus álbuns de grandes dimensões – o Efeméride – em que foram homenageados O Príncipe Valente e Lucky Luke.
Aquando da apresentação do meu livro de BD na Livraria Buchholz, editado pela ASA, ele foi até lá. Estava sempre presente quando se tratava de BD. Julgo que, no que fez e pelo que fez, é único.
Adeus, Lino. Sinto já a tua falta, a tua voz rouca ao telemóvel, os teus e-mails de incitamento e conselho.
E para te homenagear, vou deixar aqui duas das vinhetas do Efeméride que fiz com muito gosto para tu publicares e relativo ao “Príncipe Valente no Século XXI”. Faço-o, porque te tentei retratar como Bandarra, para a “história” como vendedor de automóveis, tentando vender um “calhambeque” ao Príncipe Valente e à sua esposa Aleta.



terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

A25 - UMA TESOURARIA DE GRANDES RECEITAS

Lembram-se, os que me lêem por aqui, que já falei na choruda cobrança que se faz para os cofres do Estado e para a Concessionária, nesta rede da chamada auto-estrada A25 entre Aveiro e Vilar Formoso.
E lembram-se que falei da famigerada curva "Bossa do Camelo", um aleijão que contribui, através dos contraventores aceleras e não aceleras, para as receitas da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Aquele radar/cinemómetro tira mais fotografias por dia que o mais conceituado fotógrafo de moda! E paga-se melhor: cada "chapa" a preto e branco (mais a preto) não fica por menos de 60 euros!
Hoje vou referir a A25 no seu todo, porque em cerca de 1/4 do troço somado, é equivalente a IP não portajada (mas que se cobra na mesma), tais são os limitadores de velocidade que ali estão plantados com sinais C13 como se fossem couves tronchas. Contabilizei entre 15 e 20 no sentido descendente e entre 12 e 18 no sentido ascendente, mas é apenas cálculo. Pedi entretanto  à APCAP (Associação das Concessionárias) o número exacto para calcular os espaços em que circulamos em IP isenta de portagens, mas pagando como se fossem.
Entretanto, já em Janeiro enviei um pedido de esclarecimento à ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária), sem que até hoje tenha obtido resposta, insistindo hoje mesmo para que me dissessem, ao menos, que receberam o arrazoado e acrescentando outro.
Este "satus quo" com tanto aleijão para justificar os limites, interessa a duas partes: os leoninos acordos de parceria que favorecem as concessionárias; os cofres do Estado que custeia a via através dos bolsos dos "portajados", a que lhe acresce um "imposto" em forma de coimas resultantes das inopinadas limitações de velocidade e do plantio de radares.
Quem perde? Todo o interior do País, as empresas aqui implantadas, os emigrantes que circulam por esta via, os turistas que optarão por outras regiões,os utentes que, sem alternativa, pagam a totalidade de uma auto-estrada quando, em parte, é um IP. Enfim, os contribuintes, os mesmos que pagam as portagens dos governantes quando por aqui passam, porque não acredito que as fotografias dos radares atinjam as matrículas deles.
Volto à curva do Caçador (Viseu), a qual, por pouco, não era uma rotunda!
Vou-vos mostrar uma imagem de satélite da bossa, pois o camelo não está lá...
Agora comparem-na com o circuito de Indianápolis...
... onde só há uma curva idêntica no ponto 9!
Mas nem todas as bossas de camelo são tão pronunciadas. Esta não é...
E esta, só a da frente...
... E mesmo assim menos fechada do que aquela onde a Tesouraria do Estado vai recolhendo grandes receitas com fotografias das traseiras das viaturas.
Isto, para ser sincero, não ia lá com bossas, mas com arrochos!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

BORREGO, O ESTRIPADOR





São as meias pranchas 1, 2, 4 e 5.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

O REGICÍDIO



Já não é a primeira vez que trago este trabalho até aqui. Como estou a depositar neste blog quatro meias pranchas dos títulos que publiquei na imprensa, continuo com o assunto, desta vez que o "regicídio" do rei D. Carlos, o primeiro e único deste título. Desta vez são as meias pranchas 10, 11, 14 e 15.