domingo, 4 de dezembro de 2016

BANDARRA (DE NOVO) EM BD

Há muito que se encontram esgotados os quatro mil exemplares da BD que fiz em 1990, com edição partilhada por mim com o Município de Trancoso. Obra cartonada, a cores, em formato A4, requeria nova edição, uma vez que dificilmente aceito fazer segundas edições dos livros publicados.
Com vista a repor a obra, achei por bem alterar tudo, mantendo o formato (ligeiramente inferior para melhor dizer), retirando a cor e ampliando o número de páginas.
Aproveitei alguns desenhos do primeiro álbum, redesenhando-os, aplicando os cinzentos através da trama mais grossa.

Embora ainda não tenham o tratamento final, uma vez que o trabalho ainda não está concluído, deixo aqui quatro das páginas. Também não sei quantas terá ao todo este livro, uma vez que a planificação é alterada de dia para dia e, entre uma página e outra, suspendo a função para me dedicar à escrita de outras obras.
Coloco aqui esta novidade sem outro intuito que não seja a notícia, pois a obra já tem editor, o habitual: eu próprio.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

AS LENDAS DO DISTRITO DA GUARDA NA REVISTA "COFRE"

Por cortesia  da direcção da Revista "COFRE" - Revista do Cofre de Previdência dos Funcionários e Agentes do Estado - foi inserida uma referência à minha obra "Lendas do Distrito da Guarda", acompanhada de uma indicação para acesso a este meu blog.

Esta é das poucas revistas institucionais e representativas de classes de trabalhadores, que dedica este espaço aos seus associados, dando conta dos seus trabalhos trazidos ao público nas várias vertentes artísticas e culturais. Para além disso, é uma revista que insere e generaliza, para além dos assuntos informativos e relativos ao âmbito do "Cofre de Previdência", outros de vária ordem cultural e lúdica, conseguindo trazer ao público efemérides, conselhos e consultórios, pequenas e grandes histórias da História, coleccionismo, ciência, gastronomia e culinária, reportagens, informação sobre regalias (financiamentos para aquisição de imóveis e obras, bolsas de estudo, residências universitárias, centros de lazer, cartão de saúde, entre outras), livros, hobbies,  viagens e até BD. Com este leque de assuntos, esta revista pode orgulhar-se de emparceirar com outras do segmento generalista, não lhe ficando atrás.

É certo que a periodicidade bimensal e o reduzidíssimo custo de venda ao público (gratuita para os associados), não nos permite desfrutar desta leitura com mais assiduidade, mas não deixa de ser desejada a sua pronta periodicidade e o seu interesse. Cabe-me assegurar que esta boa qualidade da revista e a sua criteriosa e variada escolha editorial, é fruto de um bom trabalho da sua direcção e redacção, de que se destaca a directora Dra. Luís Paiva Boléo, na vigência do actual presidente do "Cofre", Dr. Tomé Jardim.
Depois de dizer isto, só tenho de agradecer ao núcleo editorial do "COFRE".

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

ALMANAQUE "O BANDARRA" - 1º TRIMESTRE DE 2017



Acaba de me ser entregue a pesada encomenda do almanaque O BANDARRA, edição do 1º trimestre de 2017. Para os mais interessados, lembro que há um post de Setembro onde noticiei a edição desta publicação do 4º trimestre de 2016 (que ora decorre).
Este do 1º Trim. 2017 ainda não se encontra disponível e à venda, uma vez que gosto de antecipar as publicações periódicas, respeitando o período em que as mesmas se inserem, mas não tanto.
Este volume tem mais 40 páginas que o anterior, ou seja, 210 (formato A5).
Como já estou a trabalhar - sem pressas - no número do 2º trimestre de 2017, não posso deixar de noticiar neste blog, em primeira mão, a saída do primeiro do ano que virá. Sei que continua a haver coleccionadores desta obra, pois assim acontece com aqueles que ainda pretendem completar a colecção de 1988 a 2003 e permanecem fiéis a estas novas edições. Para eles e para todos, acho que devo lembrar que a coisa esgota e eu sou renitente a segundas edições, com prejuízo daqueles que - como um caso que conheço - tiveram de recorrer a um alfarrabista, ou lá quem o valha, para adquirir um número atrasado por... 80 euros(!).
Para além dos exemplares que serão entregues ao Município, no âmbito do patrocínio, eu não vendo sequer um único, directamente; os que saem da minha mão vão a título gracioso, por amizade e por cortesia. Para serem adquiridos, só nas livrarias do costume - quem os quer encontrar, encontra.
Tem muitos textos e muita investigação. E para quem gosta de BD, também lá há, sim senhor.
A coroar este post, encontra-se a capa e a contracapa.

domingo, 23 de outubro de 2016

O MALHADINHAS



"O Malhadinhas" de Aquilino Ribeiro foi das obras que mais me impressionaram desde os meus tempos do liceu. O seu pendor telúrico, a braveza das terras e das gentes, aliada à descrição regionalista do Mestre, tiveram o condão de fazer com que possua o livro em vários exemplares, um dos quais anda já muito maltratado por tanto o ler e reler.
Seria natural que eu tentasse desenhar essa novela aquiliniana. Fi-lo primeiramente num formato de duas tiras por página e depois em formato de álbum, com três tiras, como é o exemplo visto nas duas pranchas acima.
Há uns três ou quatro anos, tentei que a Bertrand desse um parecer sobre a obra, na futre tentativa de obter deles uma resposta com vista à publicação. Não me deram resposta.
Há meio ano, com vista à disponibilidade dos direitos - visto eu próprio querer editar este trabalho (ainda não concluído) - voltei a contactar a editora, para saber como obter essa autorização, bem como saber se os direitos do autor permanecem na editora ou eram da alçada dos familiares. Não obtive resposta.
Conclusão: não escrevo mais àquela editora, mas hei-de concluir a obra, nem que o único exemplar permaneça na minha estante. E, naturalmente, porque não pago mais por isso, esse exemplar estará devidamente colorido.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

NOVO ALMANAQUE "O BANDARRA"

O Almanaque O Bandarra regressou. O último O Bandarra – Almanaque Anuário de Trancoso saiu no ano de 2003, depois de uma aventura anual que teve início em 1988. Com o interregno do ano de 1991 (altura em que não foi publicado) aquele anuário preenche, assim, qualquer estante com as quinze lombadas, cada uma comportando mais de duas centenas de páginas.
Por vontade própria – e não por circunstâncias adversas ou terceiras decisões – decidi terminar com essa publicação e mantive o hiato durante treze anos. Não havia disponibilidade para investigações e pesquisas novas, buscas em arquivos, artigos de índole regional e local que fossem a chama da obra e a tornassem, no mínimo, essencial para os leitores ávidos e interessados e até para repositório de temas subsidiários a outros trabalhos monográficos.
Regresso agora. Sem que fosse instado a fazê-lo – embora algumas pessoas tenham manifestado o desejo de verem a continuidade da obra – sem procurar qualquer prebenda ou lucro pela apresentação da obra feita e editada. Tenho, isso sim, um arquivo mais bem apetrechado de investigação e recolha documental, que me permite, por mim só (se mais não houver interessados colaboradores) sustentar com assuntos locais a continuidade da série, nesta segunda que ora começa, mau grado adoptar, a contragosto, o famigerado Novo Acordo Ortográfico, coisa que não faço aqui.
Propus alterar o figurino. Desde logo através da periodicidade, que passou de um volume anual para quatro trimestrais, o que oferece a possibilidade de actualizar, na sequência, qualquer assunto que pretenda ver tratado e aumentar de 220 páginas para 800 anuais, possibilitando a sua aquisição mais suave. Depois, pelo formato, que se reduz para um A5 convencional, retirando-lhe a cor para embaratecer o produto e colocá-lo à disposição de qualquer bolsa. Finalmente pelos assuntos, que não procuram os “fait-divers” (julgo eu) para encher volume.
Comecei pelo quarto trimestre de 2016; sem motivo especial, é bom esclarecer, tão só porque me atacou a vontade de repor – neste último quarto do ano – a publicação à disposição do público interessado.

E não digo mais nada…

domingo, 25 de setembro de 2016

O BANDOLEIRO "SACRIFICADO"


Volto ao tema do post anterior para apresentar mais três páginas do mesmo trabalho - a 78, 79 e 80 - formato A5.
A bandoleira resolveu assaltar a casa do administrador do concelho e, para entreter a criada (a única que se encontrava em casa e podia dar o alarme), mandou à frente o Casca, um dos do bando que tinha a rapariga como amante useiro e vezeiro em encontros anteriores do género. Só que, aquele em especial, era encontro de "serviço".



terça-feira, 20 de setembro de 2016

MARIA GUEDELHA - A ENDIABRADA


Aproveitando o balanço da Maria Feliz, fui fazendo uma história paralela - a preto e branco - com a Maria Guedelha, uma mulher que também chefiava um grupo de bandoleiros, baseada numa figura real dos anos 30.
Nestas três páginas, em formato A5, com vinhetas mais amplas, está parcialmente reproduzida a passagem em que o administrador do concelho, o regedor e alguns soldados de infantaria 12, a tentavam prender.