sábado, 18 de maio de 2019

DRAMA E GLÓRIA DOS PIONEIROS



São duas pranchas relativas a dois acontecimentos, desenhados por mim há uns anos, as quais fariam parte de um volume de efemérides. Ambas têm a particularidade de terem como pano de fundo a neve, o gelo e a conquista do desconhecido.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

O CRIME DO PADRE FREDERICO



Do portfolio publicado no jornal "O Crime", reproduzo duas pranchas - a 7 e a 8 - de "O Crime do Padre Frederico", um caso que ocorreu no Caniçal, ilha da Madeira. Um rapaz caiu numa ravina e morreu, com contornos estranhos. O padre, que sempre clamou a sua inocência, foi julgado, condenado e fugiu para o Brasil, seu país natal.

terça-feira, 7 de maio de 2019

DESENHOS NA ENFERMARIA



Internado no Hospital de Sousa Martins, na Guarda, depois de ali ter entrado como urgência,
fiquei em Medicina B (Cama 34), a ser devida e condignamente assistido por um grupo de profissionais de grande qualidade.
Para passar o tempo (não digo "para matar o tempo", por o termo não ser apropriado), utilizei uma esferográfica azul e uma preta, elaborando uma série de desenhos. Aí vão dois...

domingo, 14 de abril de 2019

ROMANCE REGIONALISTA: GARNISÉ


É um romance regionalista, inédito. Também inéditas são algumas páginas que desenhei sobre ele. E assim ficarão ambos os projectos, porque não estou interessado em publicá-los e decididamente menos interessado em os entregar ou propor para publicação.
Então vêm aqui, para quê?
Porque esta é a forma que acho para expor a minha paciência, mostrando duas de muitas páginas que fiz, já vão uns anitos, com bonecos...para o boneco.

sexta-feira, 22 de março de 2019

CAVALGAR...



Gosto de andar a cavalo, embora não o faça há muito por razões óbvias, sendo a principal a que indica que não tenho algum em carne e osso. Possuo cento e trinta cavalos (horse power) enfiados sob o capot do motor do meu automóvel. São fogosos, embora controláveis, mas se a um cavalo dar-lhe esporas é vê-lo quase a voar, imaginem cento e tal; é por isso que sou apanhado nas “tesourarias” rodoviárias em excesso de cavalgada.
Acho o cavalo, um animal perfeito. Sempre admirei e respeitei em especial este animal (embora tenha por timbre respeitar e admirar todos os animais), não só pela sua estrutura e dinâmica, como pela beleza plástica que os seus movimentos proporcionam. Desde pequeno aprendi a montar num cavalo… em pêlo. É certo que o fazia em animais bem domesticados, de carga e não de tiro ou montaria, pois eram eles que levavam os sacos de farinha do moleiro, meu saudoso primo Ivo. Passei a montar, mais tarde, em outras condições, mas as sensações perduraram de uma ou outra forma. Confesso que, de uma vez, fui projectado pelas orelhas, graças à aparição intempestiva de um canídeo mal-humorado, que obrigou a montada a especar súbito.
Possivelmente voltarei a este assunto da cavalaria – não alta cavalaria – porque tenho algures fotos com o animal que montava nos meus verdes anos, um belo e alto exemplar castanho, de que guardo saudades. Quando se proporciona desenhar cavalos – e faço-o quando me ocupo de trabalhos de ilustração ou quando alguma criança mo pede – faço-o com a imagem desse garboso animal, as suas crinas ao vento, o seu galope cadenciado, o vero símbolo da liberdade.
Quanto à fotografia, não se ponham a conjecturar, uma vez que sou mesmo eu o cavaleiro, o cavalo é um cavalo de carne e osso e a praia fica no município de Porto Seguro, no Brasil, onde Cabral descobriu o Brasil… e não se preocupou em o cobrir.

quinta-feira, 14 de março de 2019

O PIRES DA RUA




Na continuação da mostra de trabalhos que tenho vindo a publicar aqui relativamente ao tema, desta feita vêm três páginas de "O Pires da Rua", um meliante que viveu precisamente no lugar de Vila da Rua, concelho de Moimenta da Beira. Embora eu não exiba a parte final, digo que ele não acabou bem, como merecia. Eram tempos conturbados, pelo que aqueles que estavam do lado oposto também não eram melhores.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

NÃO ESQUECEREI O LINO



Faleceu o Geraldes Lino, tal como é conhecido pelos apelidos, de seu nome António. Um Homem de elevadas qualidades, aplicado em tudo o que encetava e fazia, sempre pronto a aconselhar, a dispor; um Conhecedor do meio da Banda Desenhada portuguesa e internacional, propulsor de grandes iniciativas e projectos; um excelente Escritor, que primava para apresentar, onde quer que fosse e sobre que material fosse, uma escrita irrepreensível, dado que não abdicava de utilizar devidamente a Língua Portuguesa, a sua gramática, morfologia e sintaxe.
O Geraldes Lino era ele mesmo, presente e constante, pronto e diligente. Para o classificar em duas palavras no que possuía de grandeza humana e social: um Amigo puro.


O Lino, como eu o tratava - ele chamava-me Costa – era tão criterioso que, mesmo nas exposições que visitava ou que organizava, estava sempre a tirar apontamentos, como é o caso da fotografia que lhe tirei em Viseu, de costas, embrenhado na apreciação dos trabalhos expostos, a tirar os seus apontamentos. Não tenho outras fotografias dele – os meus companheiros da blogosfera têm-nas, pelo que abri este texto com uma imagem retirada do blog do Machado Dias (e espero que ele não leve a mal, pois “amputei” a fotografia).
Com o despropósito de me repetir, replico aqui a mensagem que deixei no seu blog, referido aqui neste ao lado, o Divulgando BD, onde tomei conhecimento do seu falecimento com um post do seu filho.
“Fui apanhado de chofre com esta triste notícia.
Não faleceu apenas o Geraldes Lino, um Amigo, faleceu uma grande parte da BD portuguesa. O seu entusiasmo, o seu empenho em prol da banda desenhada, o dinamismo que imprimiu em tudo o que encetou e fez, não vejo comparação que possa ombrear com o seu trabalho. Sempre criterioso, escrevia com qualidade como ninguém, possuidor de grandes conhecimentos da Língua Pátria, que fazia questão de não abdicar.
Conheço o Lino há muito tempo, recebi por via dele uma homenagem da Tertúlia, trocávamos mensagens por e-mail e até por telemóvel, dele colhi muitos e bons conselhos. Perdi um Amigo e até uma referência.
Para ti, Lino, estejas onde estiveres, continuarás na minha memória e na de todos aqueles que verificaram que, através de ti, a banda desenhada em Portugal elevou-se como nunca esteve antes. E cai-me uma lágrima de saudade por saber que não retorno a este blog, trocando através dele os comentários que tive ensejo de aqui deixar, muitos deles continuados na caixa de correio de ambos.
Para a Família, os meus sentimentos.
Até sempre, Geraldes-Lino e obrigado por tudo o que me proporcionaste e nos propuseste”.
Foi graças a ele que fui homenageado, em Lisboa, na Tertúlia da BD, fazendo questão de me acompanhar, transportando-me no seu carro até um bar do Bairro Alto, para bebermos um copo.
Pediu-me colaboração para os seus álbuns de grandes dimensões – o Efeméride – em que foram homenageados O Príncipe Valente e Lucky Luke.
Aquando da apresentação do meu livro de BD na Livraria Buchholz, editado pela ASA, ele foi até lá. Estava sempre presente quando se tratava de BD. Julgo que, no que fez e pelo que fez, é único.
Adeus, Lino. Sinto já a tua falta, a tua voz rouca ao telemóvel, os teus e-mails de incitamento e conselho.
E para te homenagear, vou deixar aqui duas das vinhetas do Efeméride que fiz com muito gosto para tu publicares e relativo ao “Príncipe Valente no Século XXI”. Faço-o, porque te tentei retratar como Bandarra, para a “história” como vendedor de automóveis, tentando vender um “calhambeque” ao Príncipe Valente e à sua esposa Aleta.