domingo, 24 de maio de 2020

ILUSTRAÇÃO DE CAPA - CESÁRIO VERDE - portfólio 8


Por solicitação do editor, fiz a capa da edição "Poesia Completa e Cartas", de Cesário Verde, para a editora MEL, em 2001.
Trata-se de um volume de 232 páginas, em papel creme e de boa gramagem, em edição cartonada.
Ilustrei também a contra-capa, um "pic-nic" com uma estrofe de "O Livro de Cesário Verde" (1887), da poesia "De tarde".
O conjunto destas ilustrações foi impresso nas guardas da capa e contra-capa, em montagem com o manuscrito do poeta, com planificação gráfica da Multiponto.
Foi tudo executado a aguarela.


sexta-feira, 15 de maio de 2020

CRIME NA ALTA RODA - portfólio 7


Já não é a primeira vez que trago a este blog o trabalho que hoje registo. "Crime na Alta Roda" constitui um mistério nunca desvendado, que fez tremer o antigo regime do Estado Novo. Como o título indica, passou-se no círculo da alta sociedade portuguesa de então.
As quatro páginas apresentadas são as primeiras, as quais preparei com legendagem nova e aperfeiçoamento dos enquadramentos.




sexta-feira, 8 de maio de 2020

TO CATCH A THIEF ou LADRÃO DE CASACA - portfólio 6


Nas minhas arrumações de quarentena, encontrei no arquivo estas páginas desenhadas. Tratou-se de um projecto inacabado, que suspendi para pegar em outro, como é meu hábito. Baseado no filme de Alfred Huitchcock "To Catch a Thief", que em Portugal recebeu o título de "Ladrão de Casaca", esta película encantou-me por ter como "protagonista", para além de Cary Grant e Grace Kelly, um Citroen 11 CV "arrastadeira".


Desenhei algumas páginas, de que reproduzo uma, sem legendagem, que respeita à perseguição policial (num Citroen 11 CV) ao par John Robbie (O Gato, interpretado por Grant) e a Frances (Grace) numa estrada da Rivière francesa.


Muito resumidamente, a película centra-se no ex-ladrão de jóias Robie, principal suspeito de uma onda de roubos naquela estância de França.
Não deixei também de fazer uns rabiscos sobre a figura do grande realizador britânico.

O carro, também conhecido por "Traction Avant" sempre me seduziu. Acho que tem as linhas perfeitas, é lindo. Pode transportar 5 pessoas, tem 4 cilindros de 1.302 cm3 a potência de 32 cavalos.
Num outro trabalho, que também metia espionagem, voltei a desenhá-lo, numa doca com um estilo de linhas rabiscadas.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

D. EGAS MONIZ, O AIO - portfólio 5


Com uma generosa tiragem, o que permitiu a distribuição gratuita de 6.000 exemplares, por todos os estabelecimentos de ensino do concelho de Lamego, este álbum de BD deu-me gosto em elaborar. Apenas tive de corrigir um pormenor importante numa das vinhetas, a conselho dos historiadores locais, retirando uma torre sineira da igreja de Almacave, não existente ao tempo da acção histórica. 



Este álbum, com apenas 32 páginas, teve como sustento uma pesquisa onde o equilíbrio e a efabulação é evidente, como foi dito por alguns críticos. Ainda disseram que "todos os desenhos referentes a locais onde a vida de Egas Moniz se desenrolou transmitem fielmente, no espaço e no tempo, a era histórica da sua existência" (Lusomundo/Jornal de Notícias).


Conta-nos a vida de Egas Moniz, desde a educação de D. Afonso Henriques até ao resgate da sua vida e penhor da família para salvar a honra e a dignidade da palavra.


Este trabalho foi-me proposto pelo editor da "Época d'Ouro" e foi feito num tempo record, todo a cores de aguarela e tinta da china.
A edição é de 2003, e não sei se houve mais alguma.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

AFRICAN QUEEN - RAINHA AFRICANA - portfólio 4


Não é a primeira vez que, neste blog, trago este projecto; nem teria certamente lugar neste portfólio, uma vez que se encontra inédito e, pior que isso, inacabado. Não deixo de o registar, mais uma vez, porque se trata de um trabalho misto, baseado na obra de C. S. Forester conjugado com o filme de John Huston, protagonizado a dois com Humphrey Bogart e Katherine Hepburn.

Não queiram saber as tentativas que fiz e desfiz para achar um padrão para os enquadramentos e a forma, desde pranchas com seis e sete vinhetas e formato A4 para outras de duas e três vinhetas e formato no mínimo A5.

Trata-se de uma reprodução a cores, baseada no filme e com o suporte no livro, bem como outra a preto, em traços rápidos à semelhança de rascunhos ou esquiços.

O filme tem a minha idade, sempre me empolgou pela interpretação e pela simplicidade do argumento, com base apenas em dois personagens que convivem num pequeno barco num rio africano, por alturas da I Guerra Mundial.

Esta obra desenhada foi feita por mim, especialmente para mim, pelo prazer que me dá reproduzir e compatibilizar o texto de Forester com as imagens de Huston, realizador que abominaria como pessoa, pois aproveitava os intervalos das filmagens para se satisfazer a caçar elefantes.

A história deste filme daria para outro filme. Basta dizer que os actores e a equipa técnica passaram por doenças e desinterias, com malária inclusive, à excepção de Bogart... pois era o único que bebia whisky em vez de água. Foi graças a esta película que venceu o seu único Óscar.

Ninguém me pergunte se algum dia terminarei este trabalho gráfico. Eu não sei dar a resposta sequer a mim próprio.

terça-feira, 28 de abril de 2020

A MULHER QUE MATOU OS FRANCESES

Esta lenda faz parte de um lote de 12, elaboradas sob proposta que não se chegou a concretizar. Na altura em que foi colocada, havia uma espécie de parceria entre uma editora e as Aldeias Históricas de Portugal, ficando eu, sem contrato escrito, com a incumbência de preparar uma lenda por cada uma das "aldeias históricas".
Por isso, sendo inédita esta que respeita a Trancoso, faço dela o que quiser. E trago-a até aqui.








domingo, 26 de abril de 2020

O ATENTADO A SALAZAR - portfólio 3


Foi a 4 de Julho de 1937 que António de Oliveira Salazar escapou, por pouco, a um atentado à bomba. Dirigia.-se, de automóvel, para a capela particular de um amigo nesse domingo, a fim de assistir à missa, quando a bomba rebentou.

Abriu-se uma enorme cratera, mas os anarquistas viram gorada a tentativa de ceifarem a vida ao todo-poderoso chefe do Estado Novo. 

Seguiu-se uma caça ao homem, e, na tentativa de apresentarem o mais rapidamente possível os culpados, as polícias - principalmente a PVDE - envolveram-se em contradições e incriminaram inocentes.

Estava escrito que Salazar devia morrer num acidente mais comezinho.

(Publicado semanalmente no jornal "O Crome", entre 19 de Julho de 2001 e 11 de Outubro do mesmo ano, duas pranchas pior página; publicado no álbum "Registos Criminais", edição Época d'Ouro; algumas vinhetas serviram de apoio ilustrado a um programa de televisão sobre PVDE/PIDE).