domingo, 9 de dezembro de 2018

REGISTOS CRIMINAIS - OS CRIMES DE DIOGO ALVES


A imagem que abre este "post" não faz parte da edição original de BD, entretanto publicada em finais dos anos 90 no semanário "O Crime". A reprodução seguinte, essa sim, original, é uma imagem intercalar da meia prancha em outro formato (horizontal) que então utilizei para compor uma  página inteira do jornal, composta assim de duas meias pranchas.
A este assunto já me referi neste blog, em outubro de 2013, tendo então recebido respeitáveis e pertinentes comentários neste blog, designadamente de dois amigos, o Jorge Magalhães (recentemente falecido) e do Geraldes Lino.
Por serem de grande elevação, critério e conselho, reproduzo então esse "diálogo" (em itálico) que mantivemos neste mesmo blog, na caixa de comentários - e, por isso, do domínio público e de leitura on-line, o que me permite reproduzi-los aqui -, bem demonstrativo do interesse que a BD representa para aqueles dois expoentes elevados nesta arte gráfica de comunicação e entretenimento.

25 de setembro de 2013
Já não me lembrava muito bem destas páginas, mas que a história é violenta, lá isso é... E as cenas "picantes" condizem com o resto!.
Repito o que já disse aqui: em termos de realismo, num estilo nu e cru, mas com expressivos contrastes de preto e branco, esta história de crimes, sexo e sevícias agarra o leitor e merecia, sem dúvida, uma reedição.
Abraços do
Jorge Magalhães

25 de setembro de 2013
Pois é, Jorge, dei a resposta atrás ao Nuno, leio agora o seu comentário que vem confirmar a opinião generalizada sobre o cariz duro e cru daqueles episódios relativos ao Diogo Alves.
À medida que ia construindo o "folhetim", ia recebendo algumas opiniões, próximas e distantes, umas vez que estava a ser publicado, e eu na continuação do desenho, episódios adiante. Neste, talvez tivesse ido longe demais...
Abraço
Santos Costa

28 de setembro de 2013
Não, não creio que tenha ido longe demais! Era preciso enveredar por um tom ultra-realista, sem ter medo de ferir a sensibilidade dos leitores, para retratar os crimes violentos perpetrados pelo Diogo Alves. Em vida, o facínora não deve ter sido muito diferente da criatura brutal e sanguinária, sem consciência, que você materializou nesta história. E o cenário nu e cru, inclusive as próprias cenas de sexo, tornam o ambiente e a reconstituição da época ainda mais verídicos, como se estivéssemos por dentro da história e não apenas a ler um registo criminal ou um artigo biográfico.
Abraços,
Jorge Magalhães

30 de setembro de 2013
Caro Jorge
Depois de andar pela estratosfera dos assuntos particulares pendentes, regresso à blogosfera, onde mais pendências há.
É certo que a BD foi executada para um jornal com o âmbito das notícias de violência e crime, justamente exposto no título, pelo que, da minha parte, não podia escamotear, nessa realidade factual e provada em autos corridos ao tempo, a actuação violenta e as cenas de sexo (apenas são ficcionadas, mas óbvias, aquelas entre a Parreirinha e o Diogo Alves, porque no processo se determinou que eram amantes), com alguma crueza e brutalidade. Valeu-me, para não chocar os leitores (julgo eu), o sangue correr pelas vinhetas, a preto.
Abraço
Santos Costa

7 de outubro de 2013
Realmente o realismo desta história, tanto na planificação do argumento como no grafismo, é quase visceral, e calculo que não seria nada fácil, com cenas tão violentas, transplantá-la para o cinema, embora me lembre de que houve, nos alvores da nossa cinematografia, uns "Crimes de Diogo Alves", realizados já não sei por quem.
Particularmente, acho a rudeza do traço e da caracterização de Santos Costa, com sóbrios contrastes de branco e negro, e a fluidez e o ritmo da sua narrativa, os melhores trunfos deste trabalho, que bem merecia ser publicado em álbum.
Abraços do
Jorge Magalhães

7 de outubro de 2013 
Jorge
Houve dois filmes: um, de 1909, que foi realizado por Linbo Ferreira ( mas não o acabou) e por João Freire Correia (que o concluiu); outro, de 1911, dirigido por João Tavares.
Na prancha 1 reproduzi um fotograma do último dos filmes.
Estes trabalhos tinham de se apresentar, tanto quanto possível, completos e sem delongas de permanência, o que indicava que não seria bom para os leitores estarem semanas e semanas com a mesma "figura". Daí não estar com grandes descrições e pormenores, embora tivesse material para o fazer. Esta regra, que não me foi imposta, resultou numa dinâmica de tal ordem que percorri o corredor criminal português. Um dia que me der de pachorra, porei os títulos publicados.
Quanto à eventual publicação em álbum, o formato é do tipo italiano, o que não daria muitas páginas, no máximo dois cadernos. Reduzindo para duas tiras por página (com 3,4 ou 5 vinhetas), como estou agora a fazer com o José do Telhado, o formato fica mais quadrado e o número de páginas aumenta, uma vez que, encaixando as vinhetas a par, sem as amputar, há que aumentá-las de tamanho ou colocar outras, intercalares, no seguimento da trama.
Um outro trabalho que gostaria de publicar em álbum é aquele que fiz publicar, durante semanas, dedicado a Alves dos Reis, o falsário das notas de 500 escudos. Tive de desenhar os rostos de todos os envolvidos e, para o efeito, consultei muita bibliografia sobre o caso.
Se soubesse que a BD tinha o mesmo êxito do meu livro de ficção de "O Padre Costa", que já vai na 4ª edição e, só num dos postos de venda, se conseguiu despachar 1.500 exemplares!... Ainda com a limitação, que eu escolhi, de ser vendido a nível local, em apenas três estabelecimentos, sem distribuição alguma, uma vez que não o submeti a editoras.
Um abraço
Santos Costa


Geraldes Lino 12 de outubro de 2013 
Caro Santos Costa
 Gostei de ler a tua resposta ao nosso comum amigo Jorge Magalhães, e fiquei também interessado na hipótese de publicares num álbum formato oblongo "Os Crimes de Diogo Alves".
Por que não propões isso ao Dr. Baptista Lopes?
Abraço,
P.S. - Desculpa, mas corrijo a tua gralha no nome do realizador Lino Ferreira, que grafaste Linbo Ferreira...

12 de outubro de 2013 às 15:56
Caro Geraldes Lino
 Agradeço-te a visita e a sugestão, bem como a correcção do apelido do realizador que, de facto,é Lino. Suponho que nunca me enganei quando das vezes que escrevi o teu apelido composto.
Estou a alterar alguns dos trabalhos que fiz para "O Crime". Estou presentemente - alternando com o Magriço e outros de texto - com o "José do Telhado", adaptando para aquele formato, mais propício a uma leitura menos rectangular e horizontal.
"Os Crimes de Diogo Alves", "João Brandão", "O Regicídio", "O Atentado a Salazar" e o "Alves dos Reis", estão a seguir, não necessariamente por esta ordem.
Quanto ao Dr. Baptista Lopes, da Âncora (que não conheço pessoalmente), poderá não estar interessado, uma vez que a editora tem elaborado parcerias com instituições para os seus projectos editoriais.
Estes álbuns são feitos a preto e branco, pois foi assim que, efectivamente, receberam publicação nas páginas do jornal.
Deste modo, a ideia está ainda no limbo (não linbo, a tal corruptela, em forma de gralha, de Lino, como corrigiste - e bem), mas com perspectivas de seguir adiante, embora ainda não saiba como.
Um grande abraço
Santos Costa

14 de outubro de 2013
A ideia de recuperar esta história, sobre aquele que deve ser o maior criminoso português de todos os tempos, num novo formato e refazendo o argumento, de modo a dar-lhe maior abrangência, ao mesmo tempo que as legendas serão trabalhadas para lhes dar outro aspecto, parece-me uma óptima ideia, amigo Santos Costa, e faço votos para que seja possível concretizá-la num futuro próximo.
Também gostei particularmente, quando as li no "Crime", das histórias da Giraldinha e do Alves dos Reis, embora esta seja mais do domínio público.
Também iremos vê-las aqui no seu blogue?
Um abraço,
Jorge Magalhães

15 de outubro de 2013
Caro Jorge
Quando fiz o Diogo Alves, não conhecia o livro de Leite Bastos, que romanceou sobre aquele biltre. Adquiri-o, há meio ano, através da Esfera do Caos. Tem lá alguns pormenores - principalmente os relativos ao julgamento - que não encontrei noutra bibliografia, designadamente a de Sousa Costa.
Isto leva-me à "maior abrangência", até porque há situações que devem ser mais trabalhadas e ficcionadas, sem fugir aos factos histórico-criminais.
A Giraldinha tem situações caricatas, mas pouco se encontra escrito sobre ela. Limitei-me a trabalhar sobre os retalhos que fui encontrando, designadamente os de Artur Varatojo, homem que se dedicou de alma e coração ao policiário.
O autor de uma peça de teatro sobre esta ladra lisboeta (João Osório de Castro, 1926-2007) contactou, na altura da publicação, o director do jornal (José Leite) para obter mais informações sobre a figura, e este pediu-me esses elementos, o que eu fiz, enviando-lhe a bibliografia que consultei. Sei que esse trabalho do eminente dramaturgo e fundador da Casa da Comédia, se encontra publicado pela Elo.
Relativamente à publicação no blogue, apenas uma pequena parte será publicada e essa consistirá na transposição digitalizada, na íntegra, de mais dois ou três "casos". A Giraldinha será um deles.
Ao fim e ao cabo, ao todo, são exactamente 646 pranchas (aproveito para rectificar o número das sete centenas, que arredondei, por cálculo), entre casos muito e pouco conhecidos. A lista completa das publicações trarei, em breve, a este blogue,, indicando os títulos e o número de pranchas de cada um.
Um abraço
Santos Costa





sábado, 8 de dezembro de 2018

REGISTOS CRIMINAIS - O ESTRIPADOR

Página restaurada para outro formato de uma publicação em "O Crime". O caso passou-se em 1970 quando dois "amigos" se embebedam e, por um motivo fútil, envolvem-se em pancadaria. Um deles mata o outro com uma pedra e, para esconder o crime, usa um serrote para conseguir levar o cadáver numa mala, que deitou a um poço. Depois, é a polícia que consegue encontrar o fio à meada, sendo parte da trama descrita por um inspector.
Neste trabalho, fui tomando os apontamentos da Lisboa à época, não esquecendo até a publicidade nas paredes; no caso com uma grande figura da televisão, que eu admirei.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

O DIABO A QUATRO

Com a figura do Diabo criei uma série de cartunes (cartoons) onde metia políticos e outros "íticos", em três vinhetas sob o genérico "O Diabo a Quatro". Por vezes, dava-me para colocar a dita figura em situações semelhantes às dos comuns dos mortais.
O Diabo era uma figura pouco diabólica, como diabo de opereta, pouco convincente na sua "arte", por vezes piegas e outras vezes crítico dos costumes.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

IN MEMORIAM - JORGE MAGALHÃES


Faleceu o Jorge Magalhães, de 80 anos de idade, editor, coordenador, tradutor e argumentista.
No meu caminho de ainda jovem autor de BD encontrei o Jorge Magalhães. Era ele coordenador do Mundo de Aventuras e eu porventura um provinciano que foi trabalhar para Lisboa, na altura como funcionário da Direcção Geral das Contribuições e Impostos, na Rua da Alfândega. Levava-lhe uns desenhos gatafunhados a tinta da china, feitos com aparos de canetas, em papel “cavalinho”.
Tinha o Jorge aberto um espaço na revista aos jovens desenhadores de BD portugueses e eu fui tentar a sorte. Presumi que seria recebido – se é que o fosse – por algum editor com cara de pau, majestático, apressado, que me olhasse de alto a baixo para me rachar, nesse mesmo sentido, as ilusões. Não. Apareceu-me um ainda novo Jorge Magalhães, bem parecido, bom conversador, decidido, conhecendo o meio da arte por dentro e por fora, aqui e em além mar em África e em todo o estrangeiro. Atencioso, comparsa, sempre com uma resposta sábia, logo à primeira vista com a aura de pessoa em quem podemos confiar. Quando lá aparecia, entrando pela porta da ruela da Saraiva de Carvalho (onde pairava no ar um cheirinho a café torrado), ele estava sempre disposto a dar dois dedos de conversa, a mostrar-me originais, a falar de publicações futuras. Um sonhador, um idealista arguto que concretizava. No entanto, sempre me pareceu um homem do nosso tempo, tanto do séc. XX como do XXI, atento às mutações tecnológicas e editoriais. Certa vez, em conversa telefónica, quando eu lhe disse que fazia falta um Mundo de Aventuras, ele esclareceu: “Nos dias que correm, já não há no mercado lugar para uma revista do seu género”.
Falou-me do encontro dos desenhadores, argumentistas, editores e amantes da BD que tinha lugar, às quintas-feiras à noite, no Parque Mayer, mais propriamente no restaurante que ficava ao cimo, da Gina e do Júlio, o Júlio das Miombas, que felizmente ainda resiste. E foi lá que nos encontrávamos, um grupo heterogéneo, aberto, falando com conhecimento e atenção às novidades até se esgotar a corda da conversa. Eu e o Jorge até jantávamos lá. Depois, quando se chegava a hora para ele apanhar o comboio no Rossio, descíamos os dois a Avenida da Liberdade, não sem o Jorge parar nos “alfarrabistas” de rua, onde ia deitando os olhos ao que ali se vendia, sempre com espírito conhecedor.
Saí de Lisboa, continuou ele a aceitar os meus trabalhos, sendo que um deles saiu no penúltimo número da revista.
Mais tarde, quando a Maria José, sua filha, com a mesma simpatia e grandeza de alma do pai, decidiu arrojar a publicação de uma BD minha com a chancela da ASA, foi o Jorge que fez a apresentação do desconhecido autor e do livro na Livraria Buchholz.
Encontrámo-nos umas duas ou três vezes mais, mas trocávamos comentários nos respectivos blogs e através de e-mail, sempre recebendo da parte dele os melhores conselhos e alguns elogios que, emboras sinceros da sua parte, eu nem sequer merecia.
O Jorge Magalhães foi – e é, porque a sua obra como autor e editor, perdurará – um Homem de grande entrega, amigo do seu amigo, sensato, activo (mesmo quando a doença o impedia), conselheiro, experiente apreciador e justo na sua forma de ser. Autêntico, dizia o que tinha a dizer e até criticava, fazendo-o com uma elevação de tal maneira simpática, que não feria e tornava os seus elogios com a credibilidade máxima. Lembro-me que um dia, com aquele sorriso de simpatia que o caracterizava, me disse: -“ Ó Fernando (tratava-me pelo primeiro nome), você escreve muito melhor do que desenha”. E tinha razão.
Numa entrevista que me fez para publicar uma BD da minha autoria na revista Mundo de Aventuras, deixou como subtítulo, referindo-se a mim, “Um Exemplo de Persistência”. Nunca esqueci este elogio, porque também tinha razão.
Para além de exímio tradutor, trabalhou como argumentista de muitos desenhadores e deixou a sua marca. O Jorge tinha uma imaginação fértil, em todos os campos da literatura (soube mais tarde que também era um excelente poeta), dominava os conhecimentos da História, replicava os costumes dos quatro cantos da Terra; nos seus argumentos, tanto se entrava num deserto com as suas personagens, como as levava até às planícies geladas dos polos, como as fazia contracenar nas pradarias americanas ou nos bosques africanos; dos seus textos saíam aventuras que prendem os leitores pela sua consistência e trepidante narrativa. Não encontro outro que se iguale.
Uma outra faceta, que mais tarde vim a conhecer, é ter o Jorge especial carinho pelos animais. Compartilhava-o com a companheira, Catherine Labey, sendo esta uma alma cândida e autora companheira da Banda Desenhada. Esta bonomia e dedicação, mais se timbra no facto de tanto eles como eu gostarmos especialmente de gatos e, neste campo, termos até trocado alguma correspondência dolorosa com os animais que se finaram pela mesma lei da vida.
Foi através do Luiz Beira (outro companheiro das tertúlias) que fiquei a saber que o Jorge estava internado, em estado já grave, no Hospital de Cascais. E foi também o Luiz, com voz embargada, que me deu a notícia do seu falecimento. Vieram-me as lágrimas aos olhos. Foi mais uma referência que se perde na lei da morte, embora fique uma estrela que brilha e brilhará no firmamento da Banda Desenhada, um conhecedor, aquele que impulsionou, descobriu e deu a conhecer alguns dos melhores talentos portugueses. E que deixou vasta obra própria, para além da que editou com sapiência e oportunidade.
À companheira Catherine, à filha Maria José Pereira, ao seu genro, e aos dois netos Ricardo e João, deixo o meu pesar, por esta expressa forma de gratidão por aquilo que o Jorge Magalhães fez por mim, por nós, pela arte da escrita e do desenho em Portugal.
Estou-lhe grato, Jorge Arnaldo Sacadura Cabral de Magalhães. Mesmo tendo entrado nos umbrais da noite eterna, que todos havemos de passar, não o esquecerei como Homem, como Editor, como Amigo, bem como a delicada humanidade que o caracterizou, do talento e do companheirismo que nunca claudicaram da sua parte.
Obrigado, Amigo, para sempre.

domingo, 2 de dezembro de 2018



FALECEU O JORGE MAGALHÃES
Um Amigo
O Meu Primeiro Editor
A quem devo eternamente a entrada na BD
 Uma referência na Banda Desenhada

Foi ontem, dia 1 de Dezembro.
Por agora, não tenho mais palavras, a não ser apresentar os meus sentidos pêsames à Catherine Labey, sua companheira, e à Maria José Magalhães Pereira,sua filha.
E que o meu Amigo JORGE descanse em paz.

(Foto de Catherine Labey)

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

A VIDA DO BANDARRA


Este trabalhinho está quase no fim. Como é baseado num antigo álbum que eu próprio desenhei, utilizando algumas (pouquíssimas) imagens desse e de outros trabalhos, não o tenho desenhado por sequência do número de páginas, saltitando do fim para o meio e do meio para o princípio. As páginas que faltam são, por curiosidade, do meio.




segunda-feira, 26 de novembro de 2018

BATALHA DE S. MARCOS



A Banda desenhada inicial foi publicada em 1985, em formato A4, com uma tiragem generosa, de que não restam exemplares. Na altura, o jornal "Expresso" pretendeu adquirir (talvez para entrar como encarte) ao Município de Trancoso esse mesmo trabalho, feito para as comemorações dos 600 anos da batalha, o que não se concretizou, presumo por desinteresse da autarquia. Como eu tinha vendido os direitos por tuta e meia, nem fui consultado.
Peguei em alguns enquadramentos e, em género de "esquiço", refiz parte da narrativa desenhada. Como é hábito, a páginas tantas, cansei e repousei.
Note-se que as próprias legendas não foram revistas e lhes faltam os acentos agudos, graves, circunflexos e demais, uma vez que se trata de um rascunho.