segunda-feira, 16 de maio de 2016

TEXTO, DESENHO E ETNOGRAFIA


Suponho que já referi aqui, algures para trás, esta característica (ou defeito): quando estou fatigado do desenho, ocupo-me do texto; quando já deito o texto pelas orelhas, lanço-me ao desenho; quando pretendo um equilíbrio entre os dois, ocupo-me em modificar o que já fiz, dar-lhe novas formas e feitios.


O mesmo acontece com a cor e o preto e branco, sendo que, no caso da cor, ora opto pela aguarela ou pelo tratamento digital, em computador. É certo que há muitos trabalhos que ficam a "marinar", supostamente esquecidos, que recupero mais tarde, lançando-me então na sua continuidade como gato a bofe.


Eis aqui um exemplo do que disse atrás. depois de ter publicado, a cores, as lendas do distrito da Guarda, encontrei nos arquivos alguns desenhos e textos que então fiz, não só para este trabalho mencionado, como para o alargamento a todo o País, neste âmbito etnográfico, o que, segundo as minhas contas, dá qualquer coisa como 600 (seiscentas) páginas (duas "historinhas" por concelho).


Vou colectando e ampliando a "colecção", com a paciência beneditina que me reconheço, até sentir o tédio tomar conta do trabalho, altura em que faço uma pausa de meses para depois me lembrar que há trabalhinho para concluir.

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