quarta-feira, 12 de setembro de 2018

2 EDIÇÕES DE CORTO MALTESE

Todos os que são mais frequentadores deste blog sabem que não sou particularmente aberto a  anunciar publicações... a não ser as minhas. No entanto, há ocasiões em que, pela qualidade e oportunidade dos trabalhos - ainda sob pedido ou com autorização dos editores - o faça com cortesia e graciosamente, sem qualquer contrapartida.
É o caso.
Tenho adquirido as edições da Arte de Autor e tenho ficado satisfeito. A que é agora anunciada, mais satisfeito me deixa. Não só porque se trata de um dos meus autores preferidos - dos mais preferidos, até - mas porque constato que há editores que se preocupam em lançar obras de qualidade, apresentando-as de acordo com essa qualidade.
Já possuo vários álbuns de Corto Maltese (suponho que tenho quase a colecção completa), mas estes são de aquisição imediata, no meu caso.
Por isso, não percam...

Tomo 2 – SOB O SIGNO DO CAPRICÓRNIO
Editor: Arte de Autor
Argumento e Desenho: Hugo Pratt
Edição: Cartonada
Formato: 225 x 297 mm
Número de páginas: 152
Impressão: Preto e branco com prefácio a cores
Data de Edição: Setembro de 2018
PVP: 26,95€





Tomo 3 SEMPRE UM POUCO MAIS LONGE
Editor: Arte de Autor
Argumento e Desenho: Hugo Pratt
Edição: Cartonada
Formato: 225 x 297 mm
Número de páginas: 128
Data de Edição: Setembro de 2018
PVP: 26,95€

A Banda Desenhada está viva e recomenda-se.
Boas leituras.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A EXECUÇÃO DOS TÁVORAS


É um trabalho que fiz para o jornal O Crime, de 19 de Abril de 2001  a 21 de Julho desse mesmo ano, precisamente com o título "A Execução dos Távoras". Foram então desenhadas 26 pranchas como as que hoje exibo (4), o que formou uma página inteira do jornal durante 13 semanas.



Nos "intervalos" de outros trabalhos - e faço isso para não me enfastiar - vou compondo essas pranchas através dos originais que estão na minha posse. Altero apenas o "lettering" dos textos e acerto as linhas dos enquadramentos em computador para evitar faltar à esquadria das vinhetas.
É certo que poderei vis a publicar este e outros trabalhos em volumes sob o lema "Registos Criminais", não sabendo ainda qual o formato e tamanho com que o faça.
Vejamos: 
É impensável publicar no formato tablóide, pois foi esse o utilizado nos jornais e também no formato A3, que corresponde à reunião de duas meias pranchas. Para mais, essas meias pranchas condizem com o formato de publicação "à italiana".
Possivelmente (e digo-o porque não tomei decisão definitiva - e há-de o livro estar em gráfica e poder tomar outra decisão), suponho que favorece mais o género, esse mesmo formato italiano, em fundo A5 horizontal.
O que está em exibição neste post são as "meias" pranchas 19,20,21 e 22, que corresponderam, em formato do tablóide, às páginas 10 e 11.
A título de curiosidade, cerca de meio ano depois do início desta minha publicação no jornal, a RTP exibiu uma boa série intitulada "O Processo dos Távoras".

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

DESENHO E FOTOGRAFIA PARA BD

Este é daqueles trabalhos intermitentes, o qual vou pegando e largando. Aqui utilizo o desenho, metade feito em prancheta ou mesa de trabalho e outra metade em computador. O desenho resulta de simples traços que irão ser preenchidos com programas especiais, a que junto em camadas (layers) de fotografias muito ou pouco pixelizadas, adulteradas e misturadas com outras fotos até conseguir o "décor" pretendido.
Há vinhetas que exigem mais de 10 layers e outras que se contentam com três. Depende dos fundos e dos primeiros planos ou, como se diz em fotografia, da profundidade de campo.
É um trabalho que exige alguns conhecimentos de informática, sendo a sua morosidade relativa, dependendo essencialmente da complexidade de cada imagem ou vinheta.
Há pormenores que podem passar despercebidos a quem lê e vê, mas que não devem ser descurados do autor. É o caso da imagem anterior, que foi preparada para que a torre do Terreiro do Paço, em fotografia, levasse aquela cúpula que actualmente não tem e que fui ao pormenor de colocar em segundo plano a torre de uma igreja que hoje não existe. As janelas, o chão e a ausência de elementos actuais, como carros e pessoas, foram eliminados.
É o caso da vinheta alta de Fernando Pessoa, em que a rua do Martinho da Arcada (da Alfândega, onde trabalhei no Ministério das Finanças) foi alterada com elementos de outras fotografias de "chãos" de Lisboa (o Fernando Pessoa, em desenho, baseia-se numa conhecida foto do génio).

A maior parte das fotografias são da minha autoria, servindo-me e alterando outras, adicionando e retirando elementos consoante pretendo "recuar" no tempo da acção (há vinhetas que possuem uma mistura de cinco e seis fotografias). As imagens que envolvem o desenho são tratadas  (ou destratadas) de tal maneira que se propõem como complemento, com a diminuição do seu tamanho para depois as estender em "pixels"  em fundos pintados, por vezes com muitos retoques imperceptíveis e outros nem tanto.

É um trabalho que tem para cima de 100 páginas.
E mais não digo.

sábado, 1 de setembro de 2018

O TRAÇO DA JUSTIÇA - FUNDÃO



“O Traço da Justiça” nos Paços do Concelho do FUNDÃO
A inauguração da exposição “O Traço da Justiça”, constituída por cartoons (cartunes) e caricaturas e outros elementos com ligação à administração judicial, como exposição de processos antigos e uma grande colecção de canetas e os respectivos aparos, acontece no dia 4 de setembro, às 17H30, na Câmara Municipal do Fundão.
Esta exposição surgiu inspirada no livro “Trevim – 50 anos com humor” e “30 anos a dar broncas”, assinalando a Justiça, a arte de caricaturar, os 50 anos do Trevim e a imprensa regional.
Promovida pelo Tribunal da Comarca de Castelo Branco, esta exposição conta com o trabalho de 40 artistas, provenientes de 15 países, entre os quais os cartoonistas Osvaldo de Sousa, Carlos Sêco, Onofre Varella, Zé Oliveira e Santos Costa, parta além do coleccionador Francisco Geraldes.
A exposição está patente até final de Setembro.


Esta exposição já esteve anteriormente patente no Tribunal Judicial da Covilhã, no Tribunal Judicial de Castelo Branco e na Câmara Municipal de Proença-a-Nova.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

A BANDOLEIRA


Baseado na vida real, todo este trabalho é, nas circunstâncias que o envolvem, pura ficção.
Já me referi a ele, noutra passagem deste blog. A minha inconstância no que tange à obra que trago para a bancada, que ora me ocupa o desejo de a terminar, ora a repudio para mais tarde recomeçar, faz com que, por vezes, me lembre que na gaveta A, na pasta B ou no armário C, está um apelo que quer ver o seu terminus.




É o caso desta Bandoleira ou Maria Guedelha, que estou a transformar para publicação em álbum de formato 17x24, em três tiras por página, utilizando tramas ou  falsos "cinzentos".
Tanto os textos como os desenhos são da minha autoria e não se baseia em trabalhos de terceiros, como acontecia com A rainha Africana (que, no entanto, não está esquecida).
A tira que abre é a última das três da página 98, enquanto as três seguintes formam a página 100. Desenho tira por tira e juntou-as com a ajuda do computador no enquadramento das páginas.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

O PADRE QUE GEROU 299 FILHOS - 6ª Edição


Este é o título da minha autoria que mais vende. Tanto assim é, que em apenas três postos de venda e
longe dos grandes centros, tem esgotado edições, sendo esta a Sexta.
A imagem que aqui trago é a que consta da capa e contracapa, tal como a gráfica irá imprimir. Digo irá, porquanto deve estar com esta obra nas máquinas, uma vez que espero recebê-la em breve, dado haver já reservas nos postos de venda e a anterior edição estar esgotada há dois meses.
A cada duas edições tenho alterado a capa., embora esta alteração surja na sexta edição. Sou susceptível a conselhos e a críticas dos leitores, sendo que a última ilustração de capa não era do agrado da maioria.
O desenho e cor digital é da minha autoria.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

JOSÉ DO TELHADO - REGISTOS CRIMINAIS- banda desenhada (3)



Continuo na publicação das páginas de rosto dos registos que encetei anteriormente. Desta feita o respeitante ao José do Telhado, que pela sua extensão tem duas partes. Trata-se, como é óbvio (e já expliquei), de uma série de fascículos que pretendo encadernar em dois volumes, após a conclusão de todos os 30 registos.
No rosto da segunda parte, em fundo, uma imagem da Casa do Carrapatelo, junto ao rio Douro, que constitui o cenário de um dos mais dramáticos assaltos praticados pelo bando.
Estes trabalhos seguiram o padrão do que contam da vida do salteador, designadamente o que dele disse Camilo Castelo Branco e o que consta do processo do Tribunal da Relação do Porto.
A seguir disponho duas páginas da acção, não necessariamente da mesma sequência.