segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Página 187 - UMA SÓ VINHETA

 
 
Por vezes, aprecio deixar algumas páginas com uma só vinheta. Dá mais amplitude ao enquadramento e permite chamar a atenção para a acção a decorrer.
Neste caso, da página 187 de As Aventuras do Magriço, quis apresentar a entrada no recinto (estádio) do torneio, com o público de uma só claque (a dos ingleses, porque não havia "charters" para levar portugueses até ali) a entrar ordeiramente.
O tamanho do livro é de 24 x 17 e a altura da mancha é de 21, pelo que os pormenores e o texto podem ser vistos e lidos sem necessidade de lupa.


domingo, 28 de setembro de 2014

A MENINA DE 50 ANOS - TODA A MAFALDA


 
Não é meu costume trazer ao blogue lançamentos de editoras que não sejam aquelas que me dizem respeito ou que me merecem este humilde destaque na blogosfera. No entanto, esta inclusão de TODA A MAFALDA resulta do grande respeito que tenho pela figura da menininha que encantou os meus filhos e de que possuo todas as tiras, inclusive numa edição anterior, da Bertrand, e das edições da ASA com O Público.
Esta edição da VERBO parece-me a mais conseguida e a mais interessante, quer se tenham ou não outras edições congéneres.
Nota-se aqui o dedo da Maria José e esta eficácia, precisamente na comemoração do meio centenário da "heroína" de palmo e meio, surge oportuna e necessária.
Do Editor, temos o seguinte texto:
 
Assinalando os 50 anos de Mafalda, a Verbo reedita em Portugal todas as suas tiras numa nova edição cartonada que, para além de beneficiar de uma capa inédita, conta ainda com artigos de opinião e diversa informação que, guiando o leitor, o ajudam a contextualizar a personagem e os gags nos acontecimentos históricos que a Argentina e o Mundo vivenciaram entre 1964 e 1973.
 
As duas ilustrações têm copyright (© Joaquín S. Lavado (Quino)/Caminito S.a.s. - Literary Agency)  e foram gentilmente cedidas pela Editorial Verbo.


sábado, 27 de setembro de 2014

DUAS PÁGINAS DAS AVENTURAS DO MAGRIÇO


 
 
São as páginas 26 e 27 de "As Aventuras do Magriço", de um total de 250 para este primeiro volume de uma série de três; saga essa que se circunscreve à viagem até Londres e ao respectivo torneio (1º volume), a intervenção do herói no condado da Flandres e a viagem de regresso (2º volume) e  a fase da ampliação dos domínios até à tomada de Ceuta (3º volume).
A demora na conclusão do trabalho deve-se a duas ou três razões: a primeira, porque se meteram outros trabalhos pelo meio (e não de BD); a segunda porque quis modificar o lettering das legendas no tamanho da fonte; a terceira - que talvez nem razão é - resultou da tentativa de recuperar os rascunhos e publicá-los em vez da arte final.
A prancha 26 e 27, agora inseridas, contêm o pormenor do aproveitamento e alteração de duas vinhetas já elaboradas para outro trabalho publicado, pelo gosto de me autoplagiar e por ser caso único em toda a obra.


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O REGRESSO COM A BREVE MONOGRAFIA

 
 
Estou de regresso, sim.
Foi um interregno de alguns meses, mas isso não significou que eu não continuasse a trabalhar na investigação, ficção escrita e desenhada. Prova disso, é que foi publicada, há quinze dias, a terceira edição, totalmente remodelada e actualizada, da "Breve Monografia de Trancoso", que já se encontrava esgotada há mais de uma década, sem que eu me preocupasse em repor nova edição.
Neste lapso de tempo, não participei em blogues e não frequentei o meu, nem sequer para saber como é que iam as "coisas" por esta casa.
Naturalmente, como imóvel devoluto durante tanto tempo, são necessárias alguma varredela e limpeza de pó (deixando ficar as aranhas no seu "métier"). Para ser sincero custou um pouco a entrar a chave na fechadura, uma vez que já me tinha esquecido da "pass". À terceira tentativa, acertei.
Quanto a BD, não tenho comprado, lido ou seguido, pois tenho andado ocupado com outras obras. Isso não quer dizer que tenha repudiado a matéria, pois que, conforme prometi algures lá para trás, é este o ano da publicação de "As Aventuras do Magriço", livro que tem esperado melhores dias para se concluir, mas que tem sido guarnecido de mais vinhetas e mais páginas.
Para quem aqui tem vindo ou quem era frequentador deste espaço, as minhas desculpas.
Volto breve.

 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

JÁ ESTÁ À VENDA

 
 

Para os eventuais interessados na aquisição do meu livro policial, deixo aqui o link da livraria da Chiado Editora
http://www.chiadoeditora.com/index.php?option=com_virtuemart&page=shop.browse&category_id=12&Itemid=171&vmcchk=1&Itemid=171
que os leva directamente à página onde se encontra, conforme cópia reproduzida a abrir este texto, com o destaque, a vermelho, que eu lhe dei.
Basta clicar no botão "encomendar" e seguir as instruções.
Desde já, um obrigado a todos os que decidem e arriscam ser meus leitores... e amigos.

domingo, 15 de dezembro de 2013

A VIÚVA DO ENFORCADO - FUNDÃO

 
 
Foi em 2003. Já lá vão 10 anos!
Para a Câmara Municipal do Fundão, e através das Edições Época d'Ouro de Carlos Costa, executei o álbum "A Viúva do Enforcado", era então presidente do município o dr. Manuel Frexes.
Esta obra levou-me a uma intensa pesquisa, não só na obra de Camilo Castelo Branco, uma das "Novelas do Minho", pois a viúva era natural do Norte, enquanto o enforcado, herói e vilão, era do Fundão, como também sobre os cenários onde decorreu a acção - Portugal e Espanha.
Trata-se de uma história verídica, dramática e pungente, que retrata o desventurado estudante António Maria das Neves Carneiro, envolvido na emboscada que o grupo estudantil revolucionário "Os Divodignos", levou a cabo contra os Lentes da Universidade.


 
Fugido à Justiça portuguesa, o estudante refugia-se em Zarza, onde conheceu e namorou a filha do alcaide, Inês de Valderas. No entanto, na mesma terra encontrava-se homiziada uma compatriota, Teresa de Jesus Pereira, de Guimarães, e ambos se perderam de amores, acabando por casar, deixando a espanholita sem noivo e o pai dela "à beira de um ataque de nervos". Daí à vingança do alcaide, foi um nada: entregou o fugitivo estudante às autoridades portuguesas, que logo trataram de fazer cumprir a pena, colocando-lhe uma corda à volta do pescoço.
Para este trabalho - que me vi na necessidade de corrigir, face a alguns pormenores do património monumental, obrigatoriamente reportado à traça da época - contei com a prestimosa e atenta colaboração do Dr. João Mendes Rosa, Historiador do Fundão, que tratou também do prefácio.
No lançamento deste álbum, que decorreu no Salão Nobre do município, era para estar o Dr. Hermano Saraiva, o qual foi substituído por outro historiador.O curioso é que, passados alguns anos (talvez 5), na altura em que me encontrei com o dr. Hermano Saraiva por ocasião de recolha de informações históricas para a realização de um dos seus programas televisivos, indaguei sobre as razões que levaram este insigne homem de comunicação e historiador, a não aceitar apresentar a obra. Com a simpatia que lhe era habitual, disse-me que não era sua intenção apresentar um livro sobre um homem que "fez o que fez", foi foragido e foi condenado à forca.
Enfim, são episódios curiosos, que se circunscrevem à margem do trabalho, e que eu admito legítimos e justificados por parte do dr. Hermano Saraiva. No entanto, quero dizer que, lendo a banda desenhada e o texto de Camilo Castelo Branco, sabendo as circunstâncias em que ocorreu o crime dos Lentes em Condeixa e o facto de o estudante António Carneiro não ter puxado o gatilho, parece-me que a divulgação deste drama não deixa ninguém indiferente, mormente porque o jovem pactuou com a emboscada em prol da causa Liberal e lutou por uma causa, pagando pelas suas ideias liberais.
Deixo aqui o resultado pouco eficiente do "scanner" da capa (que é ligeiramente superior ao A4 no original e o meu aparelho á limitado a este formato), da contracapa e da página 13.


 


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

SKETCHBOOK - BUARCOS


Quando ando por aqui ou por ali, faço-me acompanhar de um sketchbook e de um reduzido estojo de acessórios. São eles a minha máquina fotográfica, mais lenta, mais apetecível e mais criativa.
Poderão dizer: não podia ele tirar a fotografia e, através dela, desenhar e pintar em casa?



Não, não é a mesma coisa. É como mandar vir um sushi do Japão e comê-lo aqui, em casa. O prazer está nos momentos, na criação da paisagem e dos monumentos, no espaço disponível a todos os enquadramentos.
Com a máquina, carregamos no botão e viramos costas. Não vimos nada, não usufruimos de coisa alguma. Com esta arte, estamos a reconstruir, ponto por ponto, o objectivo e a vê-lo crescer, como arquitectos, como construtores de catedrais, como criadores da Natureza. É o poder inimaginável da criação. Não há moeda que pague tal prazer!



Há, depois disso tudo, as recordações deses momentos que, por serem mágicos, permanecem na memória como se fossem passados ontem: os cheiros; o ambiente; as pessoas que passam (quando é em lugar público), dão uma vista de olhos e trocam comentários e apreciações.
Sim, é isso mesmo. Nos momentos de magia em que temos diante de nós o sketchbook sem cavalete, sentados na areia ou na relva, numa esplanada de café, numa piscina de hotel ou com os pés na água, não há mais nada a usufruir de belo e de saudável.
Aqui ficam algumas das imagens que estão neste pequeno álbum, feitas durante umas breves férias em Buarcos, há uns anos atrás, com minha mulher. Ao revê-los e ao expô-los, regresso lá, no tempo e no espaço. E mitigo saudades.