quinta-feira, 24 de outubro de 2013

24º FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA - AMADORA BD




É já amanhã, dia 25, que começa o maior certame de Banda Desenhada em Portugal. Com um programa bastante vasto e diversificado, que já foi profusamente divulgado pelos meios mais afectos a esta temática, abrange exposições, palestras e visitas guiadas, lançamentos de novidades editoriais e sessões de autógrafos. Prolonga-se até ao dia 10 de Novembro.
Nesta edição, serão conhecidos os premiados dos PNBD (Prémios Nacionais de Banda Desenhada), tendo previamente sido escolhidos e nomeadas, para estes prémios, as obras abaixo descritas, nas categorias correspondentes à nomeação.
O júri será constituído por Nelson Dona (director do Amadora BD), Luís Salvado (jornalista e especialista de BD), Sara Figueiredo Costa (jornalista e comissária da exposição de Ricardo Cabral, este o autor dos excelentes cartazes, um dos quais reproduzo), Ricardo Leite (coleccionador e amante de BD) e Filipe Melo (autor).

A minha obra "Os Piratas do Deserto" encontra-se nomeada na categoria de "Melhor Argumento para Álbum Português".
De realçar que o próprio director do AMADORABD felicitou os nomeados "os quais distinguem as edições que tragam novidade artística ao meio editorial, publicadas em Portugal e em língua portuguesa entre Agosto de 2012 e Julho de 2013".
Os premiados serão anunciados na Entrega dos Prémios do Festival, no dia 2 de Novembro, sábado, nos Recreios da Amadora.




prémio nacional de banda desenhada – melhor álbum português

titulo
autor
editora
o baile
joana afonso (des)
e nuno duarte (arg)
kingpin books
palmas para o esquilo
pedro serpa (des)
e David soares (arg)
kingpin books
super pig
roleta nipónica
osvaldo medina (des)
e Mário freitas (arg)
kingpin books

prémio nacional de banda desenhada – melhor argumento para álbum português

autor
titulo
editora
David soares
palmas para o esquilo
kingpin books
Mário freitas
super pig
roleta nipónica
kingpin books
nuno duarte
o baile
kingpin books
pedro leitão
as aventuras de zé leitão e maria cavalinho – o regresso ao castelo violeta
gailivro
santos costa, adaptação da obra de emilio salgari
os piratas do deserto
edições asa

prémio nacional de banda desenhada – melhor desenho para álbum português

autor
titulo
editora
carlos rocha
vamos aprender – a moral da história
kingpin books
joana afonso
o baile
kingpin books
osvaldo medina
super pig – roleta nipónica
kingpin books
pedro leitão
as aventuras de zé leitão e maria cavalinho – o regresso ao castelo violeta
gailivro
pedro serpa
palmas para o esquilo
kingpin books

prémio nacional de banda desenhada – melhor álbum de autor estrangeiro

titulo
autor
editora
ar puro e água fresca
pero
polvo – rui brito edições
12 A Doce
françois schuiten
edições asa
fun home –
uma tragicomédia familiar
alison bechdel
contraponto
morro da favela
andré diniz
polvo – rui brito edições
portugal
cyril pedrosa
edições asa
rugas
paco roca
bertrand editora

prémio nacional de banda desenhada – melhor álbum de tiras humorísticas

titulo
autor
editora
enorme, brutal, colossal 2012!
henrique monteiro
edições asa
há piores 2
ainda mais profundo!
derradé (des)
e geral (arg)
polvo – rui brito edições

prémio nacional de banda desenhada – melhor ilustração de livro infantil

autor
titulo
editora
andré da loba
bestial
pato lógico
bernardo carvalho
olhe, por favor, não viu uma luzinha a piscar? – corre, coelhinho, corre!
planeta tangerina
catarina sobral
achimpa
orfeu mini
madalena matoso
o que há
planeta tangerina
maria joão worm
o amor perfeito, poema para descobrir e construir
quarto de jade
yara kono
o tesouro do palácio
caminho

prémio nacional de banda desenhada – prémio clássicos da 9ª arte

titulo
autor
editora
a política segundo mafalda
quino
edições asa
corto maltese – as helvéticas
hugo pratt
edições asa
demolidor: renascido
david mazzuchelli (des)
e frank miller (arg)
levoir/público
rosa delta sem saída
fernando relvas
polvo – rui brito edições
surfista prateado: parábola
moebius e john buscema (des)
e stan lee (arg)
levoir/público

prémio nacional de banda desenhada – Fanzine

titulo
diretor
editora
bdlp #2
joão mascarenhas
grupo extractus (portugal) e estúdios olindomar (angola)
bdlp #3
joão mascarenhas
grupo extractus (portugal) e estúdios olindomar (angola)
espaço marginal #0
marco silva
laboratório de arte e comunicação multimedia do ip beja

 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A LENDA DE ARDÍNIA - PEDRO EMANUEL


Recebi, através da cortesia do Editor e com dedicatória do Autor, este álbum de banda desenhada - "ARDÍNIA E D. TEDON" -, que é a história de amor entre uma princesa moura e um cavaleiro cristão, trazida através dos tempos por uma lenda antiga.
A edição é da Quartzo Editora, do meu amigo António José Coelho, e do Município de Tabuaço, que em boa hora apostou  nesta privilegiada forma de apresentar os valores culturais do concelho aos seus munícipes.
Conheci o Pedro Emanuel em Viseu, aquando do 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, ficando mesmo entre ele e o Geraldes Lino no jantar que o GICAV ofereceu. Pedro Emanuel é um jovem talentoso, dinâmico e, sobretudo, com a humildade que o dignifica, pois já é autor de uma outra obra emblemática, O Magriço de Penedono, também com chancela da Quartzo.
Esta lenda dos amores de Ardínia, como disse, é naturalmente antiga e uma das mais belas do País. O Pedro soube aproveitar os potenciais gráficos da história, documentando-se convenientemente e deixando-nos um trabalho limpo e harmonioso, capaz de cativar os mais jovens e os menos jovens, através das gravuras e do texto deste álbum de 36 páginas.
Para além de autor de BD, o Pedro Emanuel é licenciado em Filosofia, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Mestre em Política Cultural, pela  mesma Faculdade. É actualmente professor do Ensino Secundário.
Como ilustrador, colaborou na peça de teatro "Tita, o Guardador de Sonhos".

Quem habitualmente lê este meu blogue,  sabe que é raro trazer obras de BD  alheias, mas abro algumas excepções. E esta, digo-vos, é daquelas que me são gratas registar.


domingo, 13 de outubro de 2013

OS CRIMES DE DIOGO ALVES - XVII, XVIII, XIX e XX




 
Chega ao fim esta publicação de "Os Crimes de Diogo Alves", exposta em 20 pranchas originais, trabalhadas propositadamente para as páginas do jornal. Ao todo, para "O Crime", executei qualquer coisa como 700 pranchas destas, repartidas por quase quatro dezenas de casos de crime, roubo, falsificação e outra delinquência.
No caso de Diogo Alves, foram 20, as pranchas. Estou a preparar esta série para um novo formato, também com duas tiras por página, mas mais reduzidas no sentido do comprimento, para um formato 22x21, sendo 22cm a altura. Com essa adaptação, sem amputar qualquer vinheta (pelo contrário, ampliando algumas) e uma história mais abrangente nos pormenores e em outros pormenores nesta omissos, esse álbum irá para as 96 páginas. E, é claro, a letragem ou legendagem vai ser mais trabalhada digitalmente, por forma a arejar as vinhetas e o desenho, sem retirar os vocábulos que a história exige.
Como terão reparado, algumas cenas mais violentas estão menos evidenciadas nas gravuras, como é disso exemplo as duas primeiras vinhetas da segunda tira da prancha hoje publicada em segundo lugar (a XVIII).
Outros pormenores sobre os trabalhos, podem ser vistos nas minhas respostas aos comentários de Jorge Magalhães, Geraldes Lino, Nuno Amado e Luis Sanches, leitores atentos à matéria e aos pormenores, todos eles dedicados - e de que maneira! - à Banda Desenhada.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

"A MULHER QUE SABIA TUDO"



Tal como já escrevi no meu outro blogue - trazendo para aqui o mesmo arrazoado que lá deixei - interrompi a contribuição neste espaço. Será breve, uns três dias, o que nem causa alvoroço, dada a inconstância periódica que caracteriza a minha colaboração.
Acontece que, por motivos que se prendem com a revisão das primeiras provas do meu livro (de que mostro apenas o "lettering" da contracapa, por razões editoriais que eu me imponho), não dediquei o tempo necessário à administração e actualização deste, pois tenho a determinação de publicar, na íntegra, em cerca de cinco "postagens", a saga facinorosa do Diogo Alves.
O meu livro citado acima está, como gosto de dizer, em plena "fornada", uma vez que já tive provas da capa, contracapa e badanas que, a seu tempo, também divulgarei.
Para já, quero antever (mas não profetizar, porque não possuo poderes sibilinos iguais ou parecidos aos do Bandarra) o interesse dos amigos e daqueles que apreciam os livros de cariz policial e policiário, de forma a considerarem a posse de um exemplar desta minha primeira experiência no "ramo", consubstanciada em cerca de duzentas páginas. Para uns - ou para todos - a consideração que os leve a ler e, eventualmente, a criticar e a enfatizar, o que de bom, de mau, de excedente ou de minguado, a obra tiver. Porque a amizade não se faz após um aperto de mão, a convivência de tempo passado ou após um "muito gosto em conhecê-lo" ; aquela faz-se, muitas vezes, na distância, possivelmente até no clicar do "enter" no teclado à nossa frente.