Tinha decidido, há algum tempo atrás, trazer aqui esta obra da Catherine Labey. Não o fiz logo porque, sendo eu membro do júri dos PPBD 2012, e sendo esta uma obra concorrente, podia existir, nalgumas mentes "pensadoras", a ideia que eu estava a influnciar (pobre de mim!) a votação do quarteirão de jurados.
Mas, como diz o provérbio - vale mais tarde que nunca - aqui fica o registo.
Quero esclarecer que não me lembro de existir sem a companhia de, pelo menos, um gato. Ainda hoje, há aqueles que pertencem à casa e outros que se aproveitam de algum conforto para me escolherem como companheiro. O gato, pela sua forma de ser, não tem "dono"; ao contrário de algumas pessoas, é muito independente e livre, apenas retribuindo quando é servido. Nisto, não deixa de ser fiel e faz uma companhia extraordinária, principalmente a escritores e desenhadores.
Retiradas as imagens de um ficheiro PDF, não aparecem as legendas.
Por isso: 1ª imagem : Saber esperar é uma virtude; 2ª imagem: Nem tudo o que vem à rede... é peixe!
O certo é que a Catherine - que também gosta de gatos - aproveitou esses seus amigos para divulgar, pelos mais novos (e pelos menos novos, pois então), algumas jóias do rifoneiro, cujas sentenças judiciosas se aplicaram como se aplicam no dia a dia em questões comuns a qualquer de nós.
Tenho o Rifoneiro Português, de Pedro Chaves e o Grande Livro dos Provérbios, de José Pedro Machado, que, por vezes, consulto para obter algumas dessas pérolas da sabedoria popular. Mas, de todo, concordo que, para os mais novos, esta é a forma de divulgar esse tesouro etnográfico com humor e criatividade, de que a Catherine é tão capaz e eficaz.
É de leitura e releitura, tal livro. Os companheiros de quatro patas "teatralizam" esses ditados que, todos nós, muitas vezes, nos servimos para demonstrar as nossas razões e alguns artifícios de razão.
É de leitura recomendada, principalmente para quem tem filhos e lhes quer transmitir esta arte da linguagem (as metáforas, os rifões, os axiomas), que é a sabedoria popular.