sábado, 25 de maio de 2013

CRUZ CREDO



Já lá vai algum tempo que eu publiquei na INDY, revista de O INDEPENDENTE, uma peça escrita intitulada "Cruz Credo", com ilustrações de Gonçalo Pena. Essa revista era então dirigida pelo jornalista e cineasta António-Pedro Vasconcelos e colaboraram nela, para além de mim, o Vasco Pulido Valente, José Júdice, Alfredo Saramago e a dupla Nuno Saraiva e Júlio Pinto, com duas páginas de BD (Arnaldo, o pós-catapléptico).
As páginas estão aqui reproduzidas e o texto rondava o tema das Bruxas e Bruxas à Portuguesa. Felizes tempos!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

VAMOS APRENDER



Imaginam um livro que tem por génese e motivo uma menina de seis anos (a Sofia), a sua mãe que lhe lia histórias para adormecer e as passou a escrito, um desenhador que tem marcas de genialidade neste género para crianças e um editor - o Mário Freitas - que aposta nesta agradável publicação?
Pois, não imaginem, porque é uma realidade. Dessas felizes circuntâncias - a que se alia o incentivo do pai, o Nuno Amado, blóguer do Leituras BD e um divulgador perdido e achado nas coisas da banda desenhada - saiu esta obra, de que apresento a capa e duas das páginas.
Aqui há arte e encanto; há carinho e valor; há simplicidade e riqueza de conteúdo; há uma simbiose perfeita entre argumentista, a Aida Teixeira (a mãe, que também é advogada) e o Carlos Rocha, que demonstra saber o que fazer com uma folha de papel branco e que, provavelmente, tem na sua arte a varinha mágica que preenche as vinhetas com os sonhos, as alegrias e as tropelias da criançada. E há, naturalmente, a Sofia, que parece ter elaborado, ela própria, uns desenhos originais e adventícios na arte que, quem sabe, mais tarde demonstrará quando for oportuno.
Se eu, enquanto criança, tivesse acesso a uma obra deste género, dormia com ela por baixo da almofada.
Eu, que passo neste blog coisas minhas, cariz de um narcisismo que não nego, sou levado a trazer aqui, por minha vontade e com todo o gosto, este trabalho, que vai ser lançado pelos autores e pela editora KingpinBooks no Festival de Banda Desenhada de Beja, onde será vendido ao preço de 10 Euros, com direito a autógrafo e cavaqueira de oportunidade com os novos autores.
Muitas felicidades a todos.
Não resito a publicitar ainda:
Encomendas para:
mario.m.freitas@gmail.com
diabbba@gmail.com
nmamado@gmail.com
calotabd@gmail.com
e uma consulta, para mais informação, em:
http://bongop-leituras-bd.blogspot.pt/2013/05/lancamento-kingpin-books-vamos-aprender.html

segunda-feira, 20 de maio de 2013

GARNISÉ - ROMANDE (AINDA) INÉDITO A ADAPTAR A BD


"Cá fico à espera que nos revele essas páginas que adaptou do seu livro."
Foram estas as palavras do escritor, autor de Bd, editor e divulgador, Jorge Magalhães, em comentário colocado neste blog.
Trata-se, como já tinha aí referido, de um romance escrito propositadamente para um prémio literário do Círculo de Leitores, e que não venceu nem foi publicado. Entretanto, a matéria do romance, com o tempo, não apelou a que eu persistisse na sua publicação, pelo que permaneceu em folhas dactilogradas com máquina de escrever mecânica, visto na altura não haver computadores.
Há tempos atrás, quando andava a arrumar o arquivo, saltou-me o "dossier". Então pensei: vou desenhar as primeiras páginas, a ver o que dá; é claro, submetendo e condensando aquela literatura toda de forma a "encafuá-la" no formato "comic".
Daí largar aqui apenas duas, a 10 e a 13, pois é provável que estes sejam dois dos números do euromilhões de amanhã (não apostem nesles, porque o palpite pode sair "furado"). O livro tem 224 páginas; agora imagine-se colocar estes textos em vinhetas de uma BD com cerca de 100 e com o formato que teria o mesmo livro, se fosse impresso apenas em caracteres !

terça-feira, 14 de maio de 2013

LUCKY LUKE NO SÉCULO XXI


Para o álbum "HERÓIS DE BD NO SÉC. XXI", organizado pelo Geraldes Lino, foi-me proposto - e se não fosse, eu próprio escolheria - a personagem do Morris, Lucky Luke.
Dese trabalho, em uma prancha, que só caberá ao organizador divulgar, deixo aqui uma vinheta não colorida. O cow-boy visita Washington... O resto está nas restantes vinhetas.
A imitar uma prancha de Lucky Luke na RTP1, num concurso que decorreu há uns anos, consegui um prémio bem chorudo. Tratou-se de ampliar a prancha de modo a ter a altura de uma parede, em apenas 5 minutos, com o álbum à vista e da escolha da produção.
Depois de ter colocado o post, lembrei-me de levar o desenho ao "photoshop" e pintá-lo. O original, que remeti ao Lino, foi pintado a aguarela.
Para as legendas em computador, é necessário fazer certa ginástica, como foi o caso da fala do cow-boy, que exigiu acerto no balão.

sábado, 11 de maio de 2013

APOIOS QUE NUNCA O FORAM



Em 1990, com uma tiragem de 3.000 exemplares impressos e encadernados nas Oficinas Gráficas das Edições ASA, em Rio Tinto, foi publicado o álbum de banda desenhada cuja capa cartonada e folha de rosto estão acima reproduzidos.
O livro tem, assim, 23 anos e já se encontra esgotado há muito tempo. Há dias, numa conferência em que fui orador com um jovem escritor, que acabara de publicar um livro, por este foi recordado que, enquanto estudante, se lembrava de ter lido o livro e conhecido, através dele, a história do sapateiro profeta, recordando mesmo algumas imagens que lhe ficaram na memória. Na assistência desse encontro, um outro interveniente recordou a mesma obra, considerando algumas imagens marcantes, que jamais esqueceu.
Pois bem. Serve este intróto (de gabarolice, poderão dizê-lo) para chamar a atenção para a folha de rosto onde, a seguir à edição da Câmara Municipal, se noticiam os apoios de quatro entidades. Os apoios que foram "concedidos" ou prometidos, ao que sei, não passaram dessas quatro linhas referenciadas, sendo a Câmara quem suportou efectivamente a edição. Dos outros...nada.
O mesmo já aconteceu com outro livro publicado por mim, mas essa história irá para outro blog, onde diz respeito, porque diz o povo: "prometer não é dar, mas a néscios contentar" ou ainda "promessas e cascas fizeram-se para se quebrar".

Também serve o arrazoado retro para dizer que, neste mesmo blog, já fiz várias promessas na continuidade de certas peças e assuntos, sem que tivessem sequência. Ora, é por isso que garanto uma leitura próxima das mesmas e cumprir aquilo que prometi.

O que não prometi foi alterar o esquema deste blog, designadamente nos blogs que recomendo, transformando-o na "minha lista de blogs", actualizada segundo a assistência dos mesmos ou seja, as actualizações ao minuto. Ao mesmo tempo, eliminei um blog inactivo e um outro que, por razões desconhecidas, tem espaço idêntico sem referência a este; o que está no seu direito, tal e qual eu estou nesta questão de permutas.
No entanto, mesmo que não haja permuta de referências, não deixo de colocar e manter aqueles blogs que eu considero da minha leitura e consulta, recomendando-os tal como eles se apresentam com as actualizações que lhes der na gana.

Como já devem ter dado conta, estou mais activo: não deixarei de enfatizar o que se realiza com a BD (mormente a minha), mas também não deixarei de continuar com as entradas de rubricas que são mais visitadas. Enfim, virei aqui dizer o que me vai na alma e no estado de espírito do dia, tal como diria o Bocage, em dias onde me ache mais pachorrento.

Sobre as visitas - embora eu não seja daqueles que mais se preocupam com os números - reparei que o "sitemeter" esteve uns tempos sem contar. Decidi escrever para aquele serviço internacional e eles parece que acertaram a coisa. No entanto, verifico que, enquanto até aqui contava como um único visitante independentemente das entradas por dia, agora, de cada vez que se sai e se entra, conta mais um. Logo, estou-me nas tintas, porque, para ser sincero, devo ser eu o visitante número um e, para que não se diga que ando ao engano, há quem entre aqui através do motor de busca e saia logo, porque a chave introduzida para a pesquisa trouxe-o a um assunto que não lhe interessa melgar.




sexta-feira, 10 de maio de 2013

OS MEUS ESQUIÇOS


Os meus esquiços são, para mim, uma forma mais aproximada da arte final, após a abordagem tosca das vinhetas. Muitos deles, como é o caso acima, nem sequer são aproveitados para o desenvolvimento da acção -  As Aventuras do Magriço - muito embora pudesse enquadrá-los na mesma. Actualmente, para os não perder, comprei na FNAC alguns exemplares de um bloco encadernado (8,30 euros cada) em papel Canson "Art Book One", que é uma espécie de sketch book de dimensões 21,6 x 27,9 cm, e cartonados, onde possi guardar aquilo que tenho perdido por aqui e por ali.
Que diabo! Os esquiços também fazem parte da obra e, alguns deles, até podem não passar disso mesmo, pelo que, desta forma, ficam como exemplar único, com direito a repouso na estante.