quinta-feira, 9 de maio de 2013

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO PARECER


Como eu admiro as aves! Não pagam IVA pela água que bebem ou pelo que comem; não suportam o pagamento das autoestradas, embora viagem por onde querem com espaço aberto e sem limites de velocidade; não têm de votar nem de se comprometer com políticos de merda que desgovernam o País e envergonham quem os colocou no mando; não precisam de revoluções para gozarem a liberdade; subsistem sem segurança social, sem rendimentos sociais de inserção, sem aposentações que os manda-chuva pretendem ratar para gastarem à brava, sem bancos que podem, de um dia para o outro, ficar com parte das poupanças dos depositantes.
Talvez, por isso, eu goste de desenhar aves e espaços abertos. Talvez, por isso, eu privilegie as minhas obras desenhadas em espaços livres, rocha e vegetação, com a Natureza como fundo. Certamente por isso, premeditei trazer a ilustração acima, que é uma vinheta de um trabalho meu.

Mudando de assunto.
Ontem referi-me aos Prémios Profissionais da BD, elaborando o texto da parte da manhã. à tarde, recebi, por email, os resultados da votação dos 25 jurados, onde me incluo.
É evidente que não vou  falar dos resultados, porque esses serão divulgados, por quem de direito, em lugar próprio, no dia 11.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

E O VENCEDOR É...


Vai decorrer hoje, dia 8, a cerimónia da entrega oficial do Prémio LeYa 2012 ao autor de "Debaixo de Algum Céu", Nuno Camarneiro.
Já comprei o livro e ainda não o li. No entanto, a obra, à primeira vista, parece-me boa, pois encontro-a bem escrita, exposta de forma poética e com a envolvência das personagens na teia de um prédio onde cada um vive a sua vidinha e os seus dramas.
Não direi mais, por duas razões: ainda não li o livro; porque, igualmente, não o tendo lido, e tendo eu concorrido com um original meu ao mesmo prémio, nem sequer cheguei a ser um dos sete finalistas. Assim sendo, tecerei, não à obra mas ao prémio, alguns comentários, evidentemente comprometidos.
Dos 270 concorrentes, 263 ficaram pelo caminho. Isto tudo é normal. No entanto, o regulamento diz que podiam ser finalistas 10 obras; mas foram apenas 7 as que o júri inicial, que é escolhido entre os editores da LeYa, levou ao júri final Manuel Alegre & Cia, que apenas apreciou essas 7 obras.
Aos restantes 263 concorrentes nem sequer lhe são devolvidos os originais, em folhas A4 às centenas e em formato digital, porque serão para sempre anónimos e desconhecidos. Ora, eu que não tenho manias de anonimato e cogulas sobra a cabeça, dou o peito ao manifesto e digo que concorri e perdi.
Se calhar, nem merecia ir à final. Se calhar, entre aqueles 263, não havia mais três tristes que completassem o número máximo dos finalistas, mesmo sabendo-se que concorrem os de língua portuguesa d'aquém e d'além mar. Em Portugal escreve-se mal. A percentagem dos bons é diminuta, mesmo quando o "numerus clausus" é alto, não há preenchimento!
Pelo sim pelo não, irei dar, em próximo post, a oportunidade aos escassos leitores deste blog de lerem as duas páginas iniciais do romance, cuja acção se prende com os acontecimentos trágicos ocorridos nas mesmas datas (11 de Setembro) - o desastre ferroviário de Alcafache e o ataque com aviões às Torres Gémeas de Nova Iorque.


Ora, acontece que também sou jurado (um dos 25) dos Prémios Profissionaios de BD 2013. Mas, para além de jurado, sou concorrente, na medida em que uma obra minha está a concurso, por a Editora ter decidido apresentá-la para isso mesmo.
Alguém, depois de ler isto, estará a meditar: então, sendo jurado, vota nele!
Não senhor. O Regulamento - aliás muito bem elaborado - exclui a possibilidade de qualquer jurado, directa ou indirectamente, ligado a uma obra votar nessa obra. O que é muito justo. Há seriedade na escolha e, se algum benefício tira, é ao contrário; ou seja, sendo eu jurado, é menos um voto possível entre os 25 que poderão recair na obra minha a concurso.
Ao contrário do Prémio Literário LeYa, aqui todos os jurados tiveram e terão acesso às obras porque não há uma pré-selecção. Todos as vêm, todos as lêem, porque no prémio literário acima, Manuel Alegre e Companhia não folhearam uma única página dos 263 originais escritos para a sua escolha.
Resumindo e concluindo: há mais justiça de apreciação num júri dos Prémios Profissionais de BD do que no Prémio LeYa, cujo valor literário é arrasadoramente superior - 100 mil euros.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

AS AVENTURAS DO MAGRIÇO - XIII,XIV,XV




Mais uma série de três pranchas das aventuras daqele que, em 1968, deu nome à Selecção Portuguesa de Futebol no respectivo Mundial - "Os Magriços" (3º Lugar).
Depois de alguns interregnos mais ou menos longos, verifiquei que o "Sitemeter" não tem contado as visitas, pelo que alertei este serviço, o qual, na resposta, me assegurou reparar a "avaria".
Sobre esta BD, que agora reproduzo (em parte por sugestão do amigo Geraldes Lino), tenho uma história para contar, porquanto nela está envolvida uma conhecida editora espanhola.
Igualmente, a seu tempo, falarei de um romance (em texto) que escrevi em 24 dias e que fiz concorrer ao Prémio LeYa 2012. Está claro que o dito não venceu nem foi escolhido entre o lote de 8 obras que foram submetidas ao Grande Júri, de que Manuel Alegre, o poeta, foi presidente.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

AS AVENTURAS DO MAGRIÇO - VII, VIII, IX




Depois deste intervalo grande, regresso com mais três páginas do imenso trabalho do Magriço. Breve trarei mais novidades.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A BANDOLEIRA FELIZ - A LÁPIS DE COR



A Banda Desenhada tem a particularidade de ser feita através dos meios mais diversos, com as técnicas mais ou menos sofisticadas, com o suporte que permite variadas opções.
É o caso que ora trago aqui em três pranchas.
Trata-se de uma adaptação de uma publicação que fiz no jornal "O Crime" - já lá vão uns anitos - e que, logo a seguir, decidi colorir para mim, não concluindo. O mais curioso é que decalquei os meus desenhos em papel IOR de 80 gramas, desenhei a lápis e colori com lápis de cor (esses mesmo, os que usam na escola primária), passando os contornos a preto, no final. Depois foi só colar as legendas. Nada mais simples; técnica acessível a qualquer principiante.
As três pranchas que trago para amostra não são seguidas, pois apenas fiz a experiência, pintando quatro, do todo.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013