quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A FILHA DE BANDARRA


 
 
No âmbito do Projecto TRANCOSO S.I.M., promovido pela Santa Casa da Misericórdia através do Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS), fui convidado para dirigiar a revista desse mesmo projecto, que se chamou INICIATIVAS.
Sobrepujando alghuns assuntos de carácter técnico e atinente ás iniciativas ao loongo do projecto, não deixei de levar ao número de Dezembro de 2002 (a revista era mensal, mais tarde passou a trinestral), uma banda desenhada feita com tiras de imagem real em fundo e desenhos sobrepostos, dedicada a uma lenda local pouco conhecida.
Curiosamente, este número era dedicado à formação de Língua e Cultura Portuguesa, onde se contou com alunos (nos dois polos) da Bulgária, Grã-Bretanha, Framça, Roménia, Ucrânia e Moldávia.

 
Como os búlgaros eram em maior número, decidi dedicvar uma das páginas da revista a uma comunicação escrita na sua língua e nos seus caracteres próprios, com a respectiva tradução em português, como se pode ver na imagem acima, da autoria do engº. Mykhaylo Triskka (a trabalhar nas obras do Pavilhão Multiusos).
Ainda nesse número publiquei um conto búlgaro - A pastora e o Czar - com uma ilustração minha.
A propósito desta revista, de distribuição grtatuita, que era impressa em papel de qualidade e em formato A4, com grafismo do Carlos Andrade, gostei particularmente de uma das capas que o Carlos (das produções gráficas N'Funções) fez para o nº 5, que é uma montagem de uma imagem do castelo com elementos do grupo de animação histórica Viv'Arte (na imagem, de barba, o Dr. Mário, director do grupo).

 


terça-feira, 20 de novembro de 2012

DE NOVO: O ATENTADO A SALAZAR

 

Ando na onda das experiências gráficas com trabalhos meus já editados no jornal "O Crime". Este, "O Atentado a Salazar", não só saiu publicado semanalmente no referido jornal, como também num álbum editado pela editora "Época de Ouro".
Acontece que a forma como publiquei o trabalho, como se fosse o relato de um livro de História, tirou-lhe o envolvimento humano de uma personagem interveniente, naturalmente ficcionada, que agora pretendo remediar, necessariamente ampliando a obra.
Como sou volúvel nas ideias e nas decisões, dá-me para fazer experiências na matéria, designadamente na cor ou no p/b ou ainda, como no caso acima, recorrendo a pantones cinza, em ambiente da época (anos 30). Para além disso, resolvi dar-lhe corpo, reduzindo as vinhetas por página a duas ou três (máximo 4), de forma a ampliar a imagem e torná-la mais arejada para os balões. Não contente com a alteração, modifiquei o corpo da letra para um "mistral" negrito.
O Evaristo, o Nuno Amado e, mais recentemente, o André Azevedo opinaram sobre as suas preferências de cor e p/b em postagens anteriores; e, como todas elas são opiniões livres, sinceras e desassombradas, vou guardando-as para a decisão final.
Não desgosto deste formato e desta combinação do preto com os tons de cinza. A ver vamos...


sábado, 17 de novembro de 2012

BATALHA DE TRANCOSO EM BD


Foi em 1985 que me encomendaram este pequeno álbum. Comemorava-se então o VI Centenário da Batalha de Trancoso (1385) e a Câmara Municipal entendeu que era uma forma de divulgar, através da Banda Desenhada, este importante acontecimento histórico, uma vez que esta batalha (juntamente com as de Atoleiros e Aljubarrota) foi decisiva para a independência de Portugal no séc. XIV.
Sei que foram feitas várias edições, esgotando-se sucessivamente (tal como agora, que não se encontra disponível), pois eu vendi os direitos de edição.
Sei também - porque li numa acta da Câmara, dessa altura - que o jornal "Expresso" pretendeu editar
este álbum, com uma tiragem fenomenal, mas que a Câmara e o jornal não chegaram a acordo.
Enfim, é um trabalho com 27 anos e a alegria de saber que, muitos daqueles que então eram crianças, conheceram esta batalha através da BD, chegando alguns a reproduzir os desenhos que aí encontraram, pois o álbum não trata só da batalha, como também divulga os monumentos, figuras e outros acontecimentos históricos.

sábado, 10 de novembro de 2012

A BD HISTÓRICA, SOCIAL E POLÍTICA

Aqui há uns anos (1994) fiz um álbum de banda desenhada sobre os 20 anos da vida política portuguesa que envolveu o período entre 1974 e 1994. Embora de cariz partidário, o álbum teve a particularidade de desenvolver e registar os acontecimentos na época. Para mim, foi a oportunidade (de que não recebi um "chavo") de trabalhar sobre o rosto das figuras políticas de então, algumas que ainda continuam na berlinda e com os rostos mais envelhecidos ou menos jovens, como acontece com o actual primeiro-ministro que se encontra a discursar numa vinheta mais adiante.
Não aparece o texto, propositadamente, porque isso pouco importa. O exercício que hoje proponho é o reconhecimento dos "rostos" - uns mais agradáveis outros menos, porque de vários quadrantes partidários - e a convicção de que esta forma de "propagandear" não tem sido utilizada em Portugal, embora eu considere que se deva fazer, de forma isenta e não arregimentada, na História de Portugal.
Em pranchas datadas ao alto, registei acontecimentos que envolveram projectos e concretizações - como é o caso do Centro Cultural de Belém e da fundação da SIC - que podem observar nas vinhetas a seguir.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A CORES OU A P/B?


A propósito do penúltimo post - "O Atentado a Salazar" - interrogava se a BD em execução (adaptação) estaria melhor a p/b, como foi publicado no roginal, ou a cores. Sobre as duas primeiras vinhetas, apliquei "à pressa" uns toques de photoshop. Não sei se valerá a pena...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

UM DIA TRISTE





Faleceu hoje a Dra. Maria Emília Tracana. Com ela faleceu uma grande fatia da cultura portuguesa e da animação sociocultural.
Não tenho mais palavras, senão aquelas que deviam ser ditas nestas circunstâncias, mas que não sei proferir.
Vitimada por doença incurável, com ela foi o que encontrei de mais puro e mais profundo na dedicação a uma causa, a uma escola, à cultura e a uma região.
Ela dedicou-se à Escola Profissional e aos seus alunos; fê-lo a tempo inteiro com uma tal dedicação como não encontro paralelo. Ela dedicou-se ao traje e confeccionou (ela própria e segundo o seu desenho) trajes desde o séc. XII ao séc. XVII (mais de 250 peças), de todos os estratos sociais; teatro; música; pintura; banda desenhada; culinária; produtos regionais (Feira da Castanha e Feira das Tradições); coleccionismo; jornalismo; etnografia; olaria; escultura; exposições (a dos 100 anos da República, que levou a várias cidades); actividade cívina na direcção da Confraria das sartdinhas Doces; actividade municipal, como deputada da Assembleia Municipal de Trancoso; cinema (porque participou num filme);  jogos tradicionais… Tudo que fosse arte, animação, alegria, empenho, ela estava lá.
Há 15 dias atrás, impossibilitada de sair do leito, falou-me de um sonho, um seu projecto que não tivera oportunidade de concretizar: escrever um livro sobre os 20 anos de animação sociocultural. Prometi-lhe que a ajudava. Trabalhei dia e noite, juntando milhares de recortes de imprensa, fotografias, inúmeros artigos seus publicados em jornais e revistas. Consultei-a; minha filha recolheu oralmente impressões suas e passou-as a escrito. Procurei ajuda na Escola Profissional. Lutei contra o tempo, imaginando que a Dra. Emília teria oportunidade de ver o seu livro publicado; porque é o seu livro, do seu trabalho, do que ela deixou escrito e que eu, contando com as suas indicações preciosas, levaria até ao prelo (levaria, não – levarei. Estou decidido a fazê-lo).
Perdi a corrida, porque a doença da Dra. Emília foi mais rápida.
Não tenho mais palavras. Só digo que mantenho a promessa de publicar o livro dela, porque a sua acção, a sua actividade, o seu dinamismo, a sua entrega aos outros – mais do que a si própria – , as centenas de alunos que ela acompanhou, designadamente nas Provas de Aptidão Profissional, nos eventos que ela iniciou em várias cidades e concelhos e que continuam como marcas indeléveis do seu talento, impõem essa vontade.
Assim, coloco aqui uma fotografia dela e duas outras, daquele evento (um  de muitos) que hoje continuam e que ela tão bem conseguiu recriar , ano a ano – As Bodas Reais de D. Dinis e D. Isabel de Aragão; uma outra, a mais recente participação dela e dos seus alunos e colegas professores no programa da RTP1, Praça da Alegria.
À Dra. Emília, parceira na cultura, a saudade que é a sua ausência, a sua Amizade desinteressada e empenhada.
Para sempre.


sábado, 20 de outubro de 2012

O ATENTADO A SALAZAR


Há uns anos atrás, publiquei semanalmente no jornal semanário "O Crime" uma página de BD, sendo as séries constituídas por episódios verídicos no âmbito do crime e dos acontecimentos paralelos ligados ao mesmo, como o regicídio, a execução dos Távoras e o atentado que foi preparado, sem êxito, a Salazar.
Toda a série foi preparada em pranchas semanais de 4 vinhetas, com tiras semelhantes às que os diários publicavam diariamente. Como o formato do jornal era semelhante a uma publicação em A3, as quatro vinhetas liam-se/viam-se bem; o mesmo não acontece quando reduzidas para A4.
Como pretendo ampliar esta série de "O Atentado a Salazar", decidi que a publicação futura será feita num formato que permita a publicação de 3 tiras por página, o que fará com que, na futura publicação em álbum, este detenha as medidas de 20x20 ou 22x22 (formato quadrado), que se arruma facilmente nas estantes. Já o mesmo não diria se pretendesse o formato italiano, que faria publicar, por página, duas tiras.
Ainda não decidi se devo publicar a preto e branco ou com a aplicação de cor através de um "pantone" mais adequado ao tema.
Para os menos acostumados a esta linguagem da BD, tira é o conjunto de vinhetas seguidas (na imagem acima, a primeira tira - onde está a camioneta - tem duas vinhetas, enquanto a tira de baixo tem 3).